Única creche de Restinga para por falta de pagamento de 13º salário


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Funcionárias colocaram cartaz anunciando paralisação: 60 crianças ficaram sem atendimento
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A única creche de Restinga ficou fechada nessa quarta-feira. Os funcionários da instituição de ensino Nossa Senhora Aparecida paralisaram o serviço em protesto ao não pagamento do 13º salário. A entidade é uma organização filantrópica, mas o pagamento é feito pela Prefeitura da cidade. A creche tem 10 funcionários e atende 65 crianças de 1 a 3 anos e meio.
 
“Todo mês de novembro, eu passo uma subvenção solicitando o valor de R$ 16,5 mil, que são os salários mais uma parcela do 13º. Mas, este ano, o prefeito fez o repasse de apenas R$ 11 mil (relativo aos salários)”, disse a presidente da creche, Renata Soares Martins Cubas. O valor foi repassado no dia 11 de novembro. 
 
Este não é o primeiro problema que a entidade enfrenta este ano. De janeiro a abril, a unidade permaneceu fechada por falta de pagamento de salários. De acordo com Renata, esse valor não foi repassado pelo município até hoje. Outro problema decorrente da falta de verba foi o fechamento do berçário da creche, que não atende desde o começo do ano pela falta de funcionários para o setor.
 
O presidente da Câmara Municipal de Restinga, Fernando Costa, disse ontem em entrevista à rádio Difusora que o 13º salário é de responsabilidade da creche. No entanto, a presidente da instituição afirmou que o pagamento deste montante sempre foi feito pelo município. “Ele entrou na Prefeitura agora e não teve a curiosidade de puxar os papéis de pagamentos anteriores, nos quais ia ver que sempre teve esse valor a mais”, disse Renata.
 
Na tarde de ontem, as funcionárias estavam revoltadas. Algumas delas aguardavam dentro da creche por alguma resposta da Prefeitura. “Tenho três filhos e não sei como vou fazer com as contas”, disse Marilza Faria Lobato.
 
Outra funcionária do setor pedagógico, Fabrícia Aparecida de Almeida, disse que sem o 13º terá dificuldades para pagar a faculdade, que é exigida para a função que desempenha na creche.
 
O não funcionamento da unidade também prejudicou as mães das crianças atendidas. Muitas mulheres perderam o dia de trabalho, porque não tinham com quem deixar seus filhos devido à paralisação. “Cheguei na creche hoje de manhã para deixar meu filho e, como estava fechada, não pude ir trabalhar. Sou funcionária em uma fazenda, não posso faltar desse trabalho, porque sou viúva e tenho que pagar todas as contas de casa”, disse Célia Aparecida da Silva, 40.
 
A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito Dejair Ferreira de Freitas (PMDB) pessoalmente e pelo celular, mas ele não foi encontrado na Prefeitura e as ligações não foram atendidas.

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