Um dos maiores cursos de medicina do país, o da Universidade de São Paulo, foi alvo de sérias denúncias feitas por alunas. Colegas e funcionários da universidade foram acusados de praticarem estupros durante festas da instituição.
Em uma audiência pública, feita nesta terça-feira,11, na Assembleia Legislativa de São Paulo, alunos quebraram o silêncio e denunciaram os abusos para a Comissão de Direitos Humanos, que investiga casos de violência sexual em instituições públicas.
Relatos de estupro, violência física, xenofobia e racismo foram expostos durantes as quase quatro horas de audiência. Uma música de uma banda marcial da USP de Ribeirão Preto, com conteúdo racista e machista, foi citada como um símbolo da opressão que as minorias sofrem na instituição de ensino.
Segundo os relatos das vítimas, que não foram identificadas, grupos estudantis, como o Atlética Oswaldo Cruz, foram palcos das maiores violências que elas sofreram. As acusações contra a Atlética serão investigadas pelo Ministério Público.
As estudantes ainda afirmaram que a instituição não deu apoio algum às denúncias já que prejudicariam a imagem da USP.
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