‘Puxão de orelha’ público


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Marco Garcia (PPS), líder do governo, em foto de arquivo
Marco Garcia (PPS), líder do governo, em foto de arquivo
O prefeito Alexandre Ferreira foi ao plenário da Câmara, ontem pela manhã, inaugurar um posto da “Prefeitura Perto de Você” na sede do Legislativo. A reunião se deu em clima ameno.
 
No período da tarde, no entanto, quando são votados os projetos, os vereadores, inclusive os da base governista, “bateram” em Alexandre. O motivo foi um projeto despretensioso, apresentado por Nirley de Souza (DEM) e aprovado há algumas semanas, que obriga a impressão do Hino Nacional e do Hino de Franca na capa de cadernos comprados pela Prefeitura e distribuídos nas escolas da rede municipal. O prefeito, alegando vício de iniciativa, decidiu vetar a proposta. 
 
O primeiro a bater foi Josivaldo Bahia (PTB). “O veto é um tremendo absurdo. Acho que o prefeito nem leu o projeto. Tem gente que parece que ficou doido depois das eleições”. Integrante do mesmo PSDB de Alexandre, Valéria Marson deu sequência à metralhadora de críticas. “O prefeito precisa ter humildade, respeito e sensibilidade com os vereadores. Qual o sentido em vetar este projeto?”.
 
Defensor ferrenho do governo, Cordeiro (PSB) juntou-se à turma dos descontentes. “Se a própria base governista está criticando, algo de errado tem”.
 
Caberia ao líder do governo, Marco Garcia (PPS), fazer a defesa do prefeito, mas não foi o que ocorreu. “Um projeto morno conseguiu aquecer a tarde. O Jurídico da Prefeitura precisa analisar mais friamente as questões para não colocar o líder em saia-justa”.
 
Olhando para Edvaldo Costa, assessor legislativo do prefeito, que estava nas cadeiras reservadas ao público, disse que o prefeito precisa conversar com os vereadores quando for vetar projetos. “É possível, sim, e verdadeiro o que estou falando. É um puxão de orelha publicamente”, disse, para completar em seguida que não estão em crise com o governo. “Nossa relação está como céu de brigadeiro”. Como era de se esperar, o veto foi derrubado.
 
 

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