Gastos dos francanos na campanha 2014 beiram R$ 5 milhões


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As campanhas eleitorais deste ano movimentaram quase R$ 5 milhões em três meses. A soma se refere aos gastos declarados por 14 dos 16 candidatos a deputado estadual e federal por Franca. Maria Luisa da Cão que Mia (PEN) e Ulisses Pinheiro (PSol), ambos na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, até a tarde desta terça-feira não haviam prestado contas à Justiça. 
 
A campanha mais cara foi a do deputado estadual reeleito Roberto Engler (PSDB). Ele declarou ter gasto quase R$ 1,5 milhão, o que corresponde a quase 30% da soma de todos os candidatos. A maior parte dos recursos vieram de doações de empresas ligadas ao ramo da construção civil. Entre elas, a LBR Consultoria que doou cerca de R$ 235 mil. Em seguida, aparece a Cosan Lubrificantes, com uma doação de R$ 200 mil. Engler também investiu pesado do próprio bolso. Ele declarou à Justiça ter gasto R$ 443,8 mil em recursos próprios. O investimento valeu a pena. Com mais de 122 mil votos, Engler foi o único deputado eleito por Franca. 
 
No posto de segunda campanha mais cara, aparece o vereador e candidato a deputado estadual pelo PT, Márcio do Flórida. Na prestação de contas, Márcio afirmou ter gasto pouco mais de R$ 694 mil. Boa parte dos recursos vieram das dobradinhas acertadas com candidatos a deputado federal de outras cidades. Newton Lima, ex-prefeito de São Carlos, por exemplo, doou a Márcio R$ 165 mil. Vanderlei Siraque repassou outros R$ 178,5 mil. Apesar do alto investimento, a campanha de Márcio não conseguiu convencer os eleitores. Ele obteve menos de 10 mil votos e ficou fora da Assembleia Legislativa de São Paulo.
 
Quem gastou quase o mesmo valor de Márcio do Flórida foi o deputado estadual Gilson de Souza (DEM). Segundo a prestação de contas apresentada à Justiça, a campanha do democrata custou R$ 678,7 mil. Boa parte desses recursos veio do próprio partido, que repassou a Gilson R$ 298,7 mil. Outra grande financiadora da campanha de Gilson foi a empresa Laticínios Jussara, que doou R$ 100 mil. Também como Márcio, Gilson não se elegeu. Foi o mais votado em Franca, mas seus 67.797 votos não foram suficientes para garantir a reeleição.
 
Na outra ponta da tabela, com os menores gastos de campanha, aparecem o Capitão Severo (PDT), com gastos na casa dos R$ 15 mil. Com a candidatura desde o início impugnada pela Procuradoria Eleitoral, ele não conseguiu doações. Outro que investiu pouco foi o vereador Miguel Laércio Matias, o Laercinho do Paiolzinho (PP). Ele declarou ter gasto pouco mais de R$ 20 mil. Nenhum dos dois foi eleito. 
 
Federais
Em Franca, as campanhas a deputado estadual consumiram mais recursos que as disputas por uma vaga no Congresso Nacional. Entre os cinco candidatos a deputado federal em Franca, o que mais gastou foi o Dr. Ubiali (PSB). Sua campanha custou R$ 580,9 mil. A maior parte dos recursos foi doada pelo próprio partido ou por cooperativas ou empresas ligadas a serviços médicos. A Unimed do Brasil deu a Ubiali R$ 150 mil. A Coopercitrus, outros R$ 80 mil. Já o PSB repassou mais de R$ 205 mil. Ubiali não conseguiu se reeleger. 
 
Quase empatados, em seguida, aparecem Corrêa Neves Jr. (PV), que gastou R$ 452,6 mil, e a delegada Graciela (PP), com R$ 451,6 mil. A maior parte da receita de da campanha do candidato verde foi bancada por ele próprio. Já as maiores doações da candidata pepista foram de empreiteiras, através de repasses de seu partido.
 
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