Aparelhos de hemodiálise estão ‘vencidos’


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Boa parte dos equipamentos de hemodiálise da Santa Casa estão com  o prazo de validade vencido e precisam ser trocados
Boa parte dos equipamentos de hemodiálise da Santa Casa estão com o prazo de validade vencido e precisam ser trocados
A idade avançada de quase metade dos aparelhos de hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Franca pode comprometer parte do serviço de terapia renal substitutiva oferecido pela instituição. 24 dos 50 equipamentos já atingiram os dez anos de vida útil estimado para esse tipo de máquina e precisam ser trocados com urgência. A verba de R$ 1,08 milhões necessária para a troca dos aparelhos foi solicitada ao Ministério da Saúde que analisa o pedido sem prazo para resposta.
 
“Essas máquinas novas não são para aumentar o serviço, mas para substituir máquinas que já estão com a validade quase vencida. No momento, a hemodiálise está sendo oferecida normalmente, mas estamos precisando dessa verba para garantir a continuidade do serviço”, disse o presidente da Santa Casa, José Cândido Chimionato. Ele esteve pessoalmente em Brasília, no dia 21 de agosto, para protocolar um ofício de solicitação de verba no Ministério da Saúde. O pedido foi embasado em um relatório técnico, mas Chimionato não acredita que a verba será liberada ainda em 2014. 
 
“É difícil estabelecer um prazo para que o Governo nos dê um retorno, mas esse ano obviamente não sai. A gente espera que ela venha no ano que vem, caso contrário não sei qual seria uma segunda opção”. 
 
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o pedido da Santa Casa de Franca encontra-se em análise e não há um prazo definido para o órgão dar uma resposta.
 
A Santa Casa adquiriu recentemente 5 aparelhos de hemodiálise com recursos próprios. Mas a compra dos novos equipamentos não excluiu a necessidade da aquisição de mais 24 máquinas. 
 
Cerca de 300 pessoas dependem atualmente do serviço de hemodiálise oferecido pela Santa Casa de Franca. Cada paciente tem que passar pelo procedimento, que dura cerca de quatro horas, três vezes na semana. A sala de hemodiálise da Santa Casa opera em três turnos diários, que acontecem nos períodos da manhã, da tarde e também da noite. 
 
Lavanderia
As cirurgias eletivas voltaram a ser realizadas normalmente na Santa Casa no início de outubro. O serviço havia sido interrompido depois que a lavanderia do hospital pegou fogo no começo de agosto. 
 
Com o incêndio, parte do enxoval da Santa Casa ficou comprometido e a lavanderia, localizada em um prédio ao lado do hospital, ficou destruída. Na ocasião, ninguém ficou ferido com o fogo.
 
Segundo Chimionato, o enxoval perdido foi reposto com doações de cidadãos, de instituições, do grupo de voluntários do hospital e do Fussol (Fundo Social de Solidariedade).
 
A Santa Casa estuda agora se irá reconstruir a lavanderia ou se irá continuar utilizando empresas terceirizadas para fazer o serviço. Uma reforma no espaço comprometido custaria cerca de R$ 2,5 milhões aos cofres da instituição. Já a terceirização do serviço de lavanderia custa mais de R$ 720 mil por mês.
 
“Estamos elaborando o plano diretor de obras do hospital para o ano que vem. Esse planejamento pode contemplar ou não a reforma da lavanderia. A resposta vai depender da análise que a equipe responsável pelo plano vai fazer”, disse Chimionato.
 
 

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