Dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil foram explodidos com dinamites na madrugada de ontem, assustando os moradores de Pedregulho. Segundo a Polícia Civil, a ação criminosa envolveu um grupo de 15 a 20 pessoas armadas com fuzis e pistolas calibre 9 milímetros. De acordo com a polícia, os criminosos se dividiram entre o monitoramento dos órgãos de segurança da cidade e o ataque à agência da rua Major Antônio Cândido, no Centro. Cinco veículos estariam envolvidos na operação. Nenhum autor do crime foi identificado ou preso.
Foram recolhidos pela polícia R$ 17,3 mil em notas intactas e mais R$ 4.820 em cédulas danificadas, além de cinco cartuchos de fuzis e dois de uma pistola 9 mm. O ataque aconteceu por volta das 3h30. “Roubaram uma grande quantia em dinheiro que não sabemos ainda o montante, foi uma ação muito violenta, com muita gente envolvida”, disse o delegado Marcelo Rodrigues, que orienta a população a comunicar a polícia quando for notada alguma atitude diferente da habitual. “Essas quadrilhas geralmente roubam carros para praticar essas ações e depois abandonam os veículos.”
Com a explosão, as portas de vidro ficaram estilhaçadas, espalhando fragmentos por todo o chão. De acordo com funcionários do banco, a agência não deve funcionar até sexta-feira. Será feita uma limpeza e reparação das portas para que o funcionamento interno possa ser disponibilizado, porém, a reposição dos caixas eletrônicos pode demorar meses. Clientes do Banco do Brasil podem utilizar os serviços da outra agência na cidade, também localizada no Centro.
Uma moradora vizinha à agência ainda não havia se recuperado do susto na manhã dessa segunda. “Ouvi barulho na rua e, depois, a explosão. Foi um tiroteio danado, que estremeceu dentro de casa. Eu fiquei até com a pressão alta”, disse a aposentada Terezinha Ferreira Moreno, 71.
Pela manhã, várias pessoas observavam o estrago feito pelos bandidos. Entre elas, estava outra moradora da região central. “Eu moro aqui perto, acordei de madrugada e achei que fosse alguém soltando bomba, era muito barulho. Depois escutei os tiros e carros andando na vizinhança”, disse a funcionária pública Solange Euripa da Silva, 51.
O diretor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, Rogério Marques, explicou que quando o alarme das agências dispara, o gerente é comunicado e deve acionar a polícia. “Essa agência não tem câmera de monitoramento, então, não existe nenhuma gravação do ocorrido.”
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