Áreas que em um passado recente eram rurais têm dado lugar ao surgimento de um novo aglomerado urbano na zona sul de Franca. São loteamentos fechados de alto padrão oferecidos para quem busca um novo estilo de moradia que alia segurança e liberdade. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano de Franca, somente nestes dois últimos anos surgiram naquela região quatro novos empreendimentos do tipo. Existe ainda um com 75% de ocupação e outros dois aguardando aprovação para comercialização e construção.
Com uma média de 280 lotes em cada, esses loteamentos vão se transformar em grandes bairros planejados e quando concluídos reunirão mais de mil famílias. Somente uma incorporada de Ribeirão Preto, com 20 anos de atuação no mercado, está investindo R$ 400 milhões nessa região. Quem passa pela avenida Armando Salles de Oliveira, no Parque Universitário, inclusive, já percebe a mudança no cenário e a implantação de um novo projeto urbanístico. Há inclusive a execução de parte de uma nova avenida partindo da Armando Salles em direção a rodovia Cândido Portinari, que deverá ser completada na aprovação de novos loteamentos. “A área onde esses empreendimentos estão implantados está inserida na zona de expansão urbana e é de padrão médio e alto”, disse o secretário de Planejamento, Nicola Rossano.
Para ele, o interesse na expansão da zona sul se deve a um somatório de benefícios ao empreendedor como valorização do preço do lote, busca por segurança e a demanda imobiliária por esse tipo de empreendimento.
A professora de urbanismo do curso de arquitetura da Unifran, Maria Cecília Sodré Fuentes, acredita que um empreendimento e o modelo que seguiu incentivaram o surgimento dos demais. “Essa é uma região nova, sem ocupação e que ficou muito tempo parada. Acredito que a partir de um proprietário surgiu a ideia de um plano de ocupação urbana com padronização. Fizeram o primeiro, deu certo e de maneira rápida.”
Segundo ela, no local haverá uma segregação espacial que não ocorria devido a ausência de uma lei de parcelamento de solo. “Esse crescimento só tem ocorrido agora porque antes não havia base legal e Franca era uma cidade proletária. O perfil mudou, Franca virou pólo regional e já tem público para esse tipo de empreendimento.”
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