O início do NBB não poderia ter sido melhor para o Franca Basquete. Em quadra, após duas vitórias, o time figura entre os líderes da competição. Fora dela, no entanto, a situação é preocupante. Conhecida como a capital brasileira do basquete e dona do único time com mais de 50 anos ininterruptos na modalidade, Franca parece não ter como impedir que dificuldades financeiras prejudiquem o clube profissional.
Desde a saída da Vivo, os dirigentes não conseguiram encontrar outra empresa para ser o patrocinador máster. A falta de dinheiro em caixa pode acarretar consequências drásticas e afetar o desempenho dentro de quadra. Desde a disputa do Campeonato Paulista, a diretoria do clube vive dificuldades para arcar com os vencimentos dos atletas. Atualmente, a folha salarial gira em torno de R$ 230 mil.
O presidente Alexandre Rezende mostra preocupação com o momento. O mandatário revelou que todo elenco está ciente da realidade. “Estamos muito preocupados, pois não esperávamos chegar a essa situação. Nos reunimos com o grupo (atletas) e passamos o que vem ocorrendo. Eles nos deram um voto de confiança e isso foi demonstrado em quadra, com resultados. Temos negociações com 13 empresas e esperamos respostas”, afirmou. Além dos salários dos jogadores, o clube tem que quitar dívidas pendentes com Paulão Prestes, Socas e Jhonatan entre outros atletas desligados da equipe recentemente.
Enquanto busca encontrar parceiros para resolver essa questão, a diretoria do Franca Basquete espera por uma resposta maior da cidade. O quadro de sócio-torcedor é considerado baixo. O clube detém pouco mais de 500 torcedores contribuintes. O descrédito alcançou novos patamares, pois até mesmo a promoção realizada pela direção para atrair público para os últimos dois jogos no ginásio Poliesportivo foi por água abaixo.
Em busca de novos sócios, os dirigentes cederam dois mil ingressos gratuitos para o mês de novembro. Os cadastrados na promoção poderiam abrir mão do sócio-torcedor e não seguir adiante. O clube obteve um número irrisório de 150 cadastros. “O basquete não é meu e de ninguém aqui da diretoria, é da cidade. Um jogo da grandeza como contra Brasília, tinha que lotar o ginásio”, ressaltou. Quinta, pouco mais de mil pessoas estiveram presentes no Póli.
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