Mesmo diante das incertezas da economia para 2015, uma coisa é fato: as empresas precisam se preocupar com seu desenvolvimento e, como manter seus melhores funcionários motivados e produtivos. O grande dilema é que muitas empresas estão cortando custos, revendo contratos e demitindo neste final de ano. A necessidade de voltar a investir em treinamento também uma das conclusões da pesquisa CEO Challenge 2014, que ouviu 1.020 presidentes de empresas. De acordo com o estudo, companhias cortaram investimentos em treinamento por conta da crise, mas seus gestores afirmam que terão que rever com urgência.
O Brasil enfrenta falta de mão de obra qualificada e a solução está no treinamento. Sem preparação adequada atua-se por tentativa e erro. Cada um faz do seu jeito e os resultados são inconsistentes. Em um momento em que todos precisam de bons resultados, é preciso reavaliar investimentos. O que temos hoje é que muitas empresas e pessoas investem 2% do tempo em treinamentos e 98% na execução de tarefas. É claro que, com essa proporção, haverá dificuldades para se alcançar resultados excelentes. Não há milagres. Pense no que aconteceria se um atleta interrompesse seus treinos meses antes de uma competição importante.
Quando os resultados pioram, três providências são tomadas: achar culpado, demitir para causar impacto, concluir que faltam incentivos e contratar sessões motivacionais. São medidas paliativas. O efeito dura pouco já que não se treinou ninguém. É enxugar gelo!
Neste cenário, os líderes precisam ter coragem de admitir que muitos funcionários (inclusive alguns chefes) não dominam suficientemente as operações ou não sabem executar tecnicamente as tarefas mais importantes. Convenções, discursos e palestras motivacionais são práticas louváveis desde que acompanhadas de treinamentos técnicos intensivos.
Eduardo Ferraz
Consultor em Gestão de Pessoas
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