Nos próximos dias 11 e 12, 20,5 mil alunos de 67 escolas da rede estadual de dez cidades da região farão as provas do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Em Franca 55 escolas irão participar da avaliação. Outras 27 instituições de ensino da rede municipal, além dos alunos do Sesi e das Etecs “Dr. Júlio Cardoso” (Escola Industrial) e “Professor Carmelino Corrêa Júnior” (Colégio Agrícola), também irão fazer o exame. A Secretaria Estadual de Educação não informou quais escolas particulares da cidade aderiram ao Saresp.
Devem passar pela avaliação os alunos dos 2º, 3º, 5º, 7º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. O exame é aplicado nas escolas estaduais de São Paulo. Escolas municipais, Etecs, unidades do Sesi e escolas particulares também podem participar por meio de adesão. O Estado custeia a aplicação da prova nas escolas municipais. As particulares devem arcar com os custos da avaliação.
Nos dois dias de provas, os estudantes irão enfrentar questões de língua portuguesa, matemática e ciências da natureza, que abrange as disciplinas de ciências, biologia, física e química, além de uma redação.
Os alunos da EE “Ângelo Gosuen”, no Brasilândia, vêm se preparando desde julho. “Aplicamos simulados semanais, fizemos aulas intensivas, promovemos palestras, além de intensificar as orientações para os professores. Também levamos nossos alunos do 3º ano do ensino médio a várias feiras de profissões pois, para esses alunos, o Saresp também é uma preparação para o vestibular”, disse a diretora Maria José Capella.
A diretora da Escola Industrial, Ana Augusta de Araújo Gomes, disse que os alunos da instituição se preparam para o Saresp juntamente com o treino para o vestibular. “Temos nossos simulados que preparam os alunos para qualquer tipo de avaliação.”

Objetivo
O Saresp, que começou a ser aplicado em 1996, tem o intuito de diagnosticar a situação da rede de ensino, monitorar a qualidade do serviço, obter subsídios para projetos pedagógicos, fornecer indicadores de qualidade de cada unidade escolar, além de monitorar e corrigir os projetos da Secretaria de Educação.
Para a diretora da “Ângelo Gosuen”, o resultado do Saresp ajuda a saber a situação da escola em termos de competência. “A prova nos mostra se estamos no nível básico, acima do básico, e a entender as fragilidades da escola. Nossa escola não tem sido bem avaliada nos últimos anos, apesar dos nossos alunos terem bons caminhos após saírem daqui. Então, a nota do Saresp nos auxilia a entender onde estão os problemas”, disse Maria José.
A diretora do Industrial disse que compara a nota recebida pela escola com o resultado de outras instituições para avaliar o desempenho do trabalho feito. “Nós temos tido bons resultados em relação às outras escolas e à educação no Estado, e isso é um incentivo. O Saresp é um referencial. O Centro Paula Sousa bonifica os profissionais com base também na nota do Saresp”, disse Ana Augusta.
Segundo a diretora do centro de atividades do Sesi de Franca, Silma de Alcantara Junqueira, a instituição utiliza os resultados do Saresp para distribuir responsabilidades, visando a melhoria do ensino. “Estas avaliações subsidiam a elaboração de propostas de intervenção técnico-pedagógica, visando melhorar sua qualidade e corrigir eventuais distorções detectadas na aprendizagem.”
Mau resultado
O Saresp é utilizado para compor o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), que determina pagamento de bônus a professores. Em 2013, 66% das escolas de Franca tiveram resultados abaixo da meta proposta pela secretaria estadual. Das 53 escolas avaliadas no ano passado, apenas 18 delas conseguiram atingir a meta estabelecida.

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