O promotor de Justiça Odilon Nery Comodaro, que atuou na acusação, reproduziu depoimentos dos acusados e da travesti, além de exibir imagens, para tentar convencer os jurados sobre a culpa e brutalidade do crime. Disse que, se não fosse a ação conjunta de Fábio Júnior e Danilo, as vítimas não teriam sido amarradas e levadas para o canavial. “Houve uma condenação justa à altura do crime bárbaro que foi praticado.”
A defesa sabia que não tinha como absolver os acusados e trabalhou no sentido de convencer os jurados a derrubarem as qualificadoras, o que resultaria em uma pena menor. André Evangelista insistiu que o seu cliente Danilo não ajudou a praticar os crimes. “Foi uma pena relativamente alta. Conseguimos reduzir a pena do Danilo na tentativa de homicídio. Agora, tentaremos um recurso.”
aBraz Porfírio Siqueira, advogado de Fábio Júnior, disse que a condenação ficou dentro do previsto e que não pretende recorrer. “Conseguimos derrubar uma qualificadora e, depois, outra. Se não conseguíssemos, a pena quase que iria dobrar. Poderia ter sido pior.”
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