O Brasil de agora


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Li atentamente o texto que Luiz Neto publicou em sua coluna de sábado, primeiro de novembro. Também assisti ao vídeo que ele sugeriu colocando um QR como título do texto. Minha análise sobre o Brasil de agora — agora mais iluminada pelo texto do colunista — é a de que, em nenhum dos partidos e movimentos sociais que aí estão, há liderança política em ascendência. Embora Aécio chame a si tarefa de liderar oposição, está claro que não tem legitimidade que faz parecer. Os dados coligidos por Luiz Neto traduzem essa realidade com propriedade.
 
Há um vazio não só de propostas, mas de personas. Olhando os quadros atuais da política, não é possível identificar um homem ou mulher que possa surgir como estadista, capitaneando um programa de governo que faça a indispensável reforma política séria e profunda, e que consiga aglutinar as melhores cabeças do país para poder desviá-lo do retrocesso que se desenha. Isso estabelece terreno aplainado para Lula voltar em 2018. Será ele a única opção ou será a menos pior?
 
Cientistas políticos apontam que neste país ora rachado — tripartido como o colunista disse —, a presidente reeleita terá de lidar com um congresso multifacetado, pulverizado, já que teve baixas significativas em sua base de sustentação. O saldo, não sei qual será. É difícil prever até porque a oposição não sabe muito bem como se articular, já que também não contou com aval dos eleitores — também como texto de Luiz Neto aponta. Se a nau do governo começa a ser agitada por ondas perigosas, o barquinho da oposição, parece, continua ancorado, e não se sabe quando se lançará ao mar. Continuo daqueles que acreditam que um bom governo se faz com base forte e oposição ainda mais forte. É aí que empacamos todos. Que governo? Que oposição? Confesso descrença e desânimo para os quatros anos que batem à posta. 
 
Ronaldo Pereira da Silva
Vendedor, cidadão

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