A dois dias da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o clima entre os cerca de 8,7 milhões de inscritos se misturam em ansiedade e também dúvida sobre o que fazer nos momentos finais. Entre os candidatos, há aqueles que acreditam que o tempo ainda é de estudar, outros já estão procurando relaxar, mas o foco é um só: enfrentar uma maratona de dez horas de exame, 180 questões e uma redação.
Além de responsabilidade e determinação, os professores também são grandes aliados nesta empreitada. A preparação começou com o ano letivo, mas na reta final, as dicas dos docentes sobre estudo, alimentação e preparação para uma melhor realização do exame também são valiosas, afinal nenhuma outra prova que seleciona alunos para a universidade é tão grande e trabalhosa como o Enem.
A orientação da professora de história do Colégio Alto Padrão Objetivo, Kelly Thuha, para o atual momento é controlar o nervosismo. “Imaginamos que o clima de nervosismo impere para estes mais de 8 milhões de alunos. Com relação ao estudo, a gente crê que, pelo menos neste momento, infelizmente, não há mais nada a ser feito em relação a correr atrás de conteúdo. Agora é uma hora de tranquilidade, calma e de tentar barrar o nervosismo.”
Com muitas questões interpretativas, o exame exige atenção. Segundo os professores, a média de tempo para resolver cada questão será de três minutos. Então, a dica é não perder tempo com as questões difíceis. “Priorize a redação e as questões que você sabe. Se terminar antes do prazo final, revise a prova e confira o gabarito. Não desperdice o tempo”, orienta Kelly.
Outro ponto que contribuiu para a manutenção de energia e disposição durante a prova é a alimentação. Segundo o professor de biologia do Colégio Caetano Caprício, Alexandre de Oliveira, é necessário ingerir alimentos leves e não esquecer de levar água e lanchinhos para a sala de aula. “A alimentação deve ser bem leve, mas também não pode faltar carboidrato porque é necessário energia para fazer a prova. Uma alimentação saudável, rápida e leve com sucos é interessante. É importante também levar alimentos para a sala de aula. Água não pode faltar, além de uma fruta, bolachas e barras de cereais, porque o período de provas é longo.”
Preparação
De olho em boas notas e, consequentemente, em vagas ou bolsas nas universidades, os estudantes estão atentos às dicas dos professores. O estudante Augusto Alves, de 17 anos, já diminuiu o ritmo de estudo, mas continua se esforçando no que julga necessário para realizar um bom exame. “Nesta semana, estou apenas revisando fórmulas e fazendo redações do ‘estilo Enem’. Acredito que o nervosismo, se for comedido, é importante. Já o exacerbado pode atrapalhar.”
Já a aluna Carolina Lopes Aoude, 18 anos, continua em ritmo acelerado. Nervosa, ela prefere estudar até o último minuto. “Estou fazendo várias provas antigas que o Objetivo disponibiliza no portal e vindo aos plantões para tirar as dívidas com os professores. Quero prestar medicina. Em janeiro, quando abrir as inscrições no Sisu, vou colocar minha nota em universidades mais próximas.”
Hoje, a estudante Ana Laura Martins, 17 anos, começa uma nova etapa de preparação. Ontem ela encerrou os dias de estudo e agora pretende descansar para controlar a ansiedade. “Quinta e sexta-feira, vou procurar descansar e fazer o que eu gosto. Procurei refazer muitas provas, ouvir as dicas dos professores, vir a todas as aulas e faltar apenas em questão de necessidade mesmo. Nos dias das provas, entro bastante nervosa, mas depois procuro me lembrar do que os professores falavam e de como me preparei, para me controlar.”
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