Tarifaço


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Terminada a fantasiosa campanha eleitoral, o povo experimenta agora o período das ‘maldades’. Distante das próximas eleições o governo toma agora, medidas impopulares, retardadas antes do pleito para não prejudicarem o desempenho próprio ou de aliados nas urnas. 
 
Já tivemos o aumento dos juros, confissão de descontrole na inflação e divulgação de verdades antes maquiadas pelos marqueteiros sobre o baixo desempenho econômico. 
 
Os governantes eleitos precisam materializar aquilo que propuseram em campanha sob pena de, não fazendo, enfrentarem problemas. 
 
As novas manifestações dos últimos dias em diferentes pontos do país são, de certa forma, preocupantes. Supõe-se que o resultado das eleições seja a vontade do povo. Mas se vai às ruas em protesto, é problema criado à espera de solução. 
 
A presidente e os governadores precisam prestar atenção nisso e adotar em medidas que pacifiquem ou, ao menos, devolvam confiança à sociedade.
 
Há que se ouvir a voz das ruas tanto para atender seus reclamos quanto, se for o caso, enfrentar e combater excessos, tudo em nome de estabilidade e da própria democracia. O Brasil recentemente saído das urnas é mais exigente e quer transparência absoluta. Negar pode ser perigoso.
 
Dilma e os governadores têm de ser muito hábeis para governar e atender a pauta de reivindicações populares. O parlamento — senado, câmara dos deputados e assembléias estaduais — têm grande responsabilidade neste momento e não pode ignorar a necessidade de se estabelecer um grande pacto nacional pela governabilidade e pela solução dos graves problemas que acometem o país. 
 
É preciso olhar mais para o horizonte e menos para o próprio umbigo. Independente de quem governa, o povo quer trabalho, educação, saúde, segurança e todos os serviços que o governo tem obrigação de lhe prestar. Sem isso, a governabilidade poderá se tornar cada dia mais difícil...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
 

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