Com a economia brasileira travada, resta ao consumidor poupar e não contrair novas dívidas. É o be-a-bá da economia. Recentemente li sobre conceitos do catedrático Marcelo Gonella, ele que, de maneira simples e objetiva, lista o que chama de dez mandamentos do cliente para obter crédito em banco. E relevante e trago a meus leitores:
(1) Renda: Assalariados têm maior facilidade que profissionais liberais. Se você é autônomo, reúna extratos bancários e recibos que comprovem sua renda antes de pedir empréstimos. (2) Tempo de conta no banco: Em alguns casos, o tempo de conta no banco ajuda, mas não é fundamental. A principal vantagem é que isso propicia vínculo maior com o gerente. (3) Ser funcionário público: Como a chance de perder o emprego é bem menor em relação a quem trabalha no setor privado, o potencial de conseguir empréstimo mais rapidamente e com melhores condições é maior. (4) Bom relacionamento com o gerente: É ele quem pode lutar por taxas melhores e agilizar o empréstimo. Se você for profissional liberal e ele souber de seu histórico no banco, tende a ajudar na liberação do crédito. (5) Tempo de empresa: Alguém que tenha acabado de ser contratado em bem menos chance de conseguir empréstimo do que quem está há anos em uma mesma companhia. (6) Ter imóvel já quitado: Os bancos olham para as garantias que a pessoa tem. Entre as mais importantes está a casa própria. Facilita a concessão de empréstimo, principalmente de valor mais alto. (7) Tempo de existência do CNPJ: Quanto mais tempo tem a empresa do candidato, mais fácil será conseguir crédito. Para novos empreendedores, as regras são outras. Segundo pesquisas, a maioria dos negócios fecha antes de completar três anos. Assim, o ideal é se organizar e esperar o capital investido voltar ao caixa. (8) Uso moderado do cheque especial: Você usa todo mês o cheque especial e estoura o limite com frequência? É motivo para você se preocupar caso precise de empréstimo. Dificilmente o banco vai aprová-lo, já que duvida de sua capacidade de pagamento. (9) Pagamento em dia do cartão de crédito: Se você costuma atrasar ou parcelar faturas do cartão de crédito, o banco pode desconfiar da sua capacidade de pagamento. Além disso, considera-se uso rotativo como dívida, ônus em caso de pedido de crédito. (10) Garantias futuras: No caso de empresa, o ideal é comprovar o fluxo de caixa projetado, ou seja, demonstrar a entrada de capital dos próximos meses. Também é bom mostrar duplicatas e promissórias que reforcem garantia de pagamento.
Esses ‘mandamentos’ do professor Marcelo devem balizar as relações entre consumidores e bancos. Tomada de crédito deve ser feita com critério para evitar superendividamento. Seja consciente e peça empréstimo só em casos de extrema necessidade.
REAJUSTE DE PLANOS DE SAÚDE : A ANS (agência Nacional de Saúde) tem orientado consumidores a se protegerem de abusos cometidos por planos de saúde quando de reajustes: (1) Para planos contratados antes de 1999, se ele não foi adaptado à Lei 9.656/98 é considerado plano antigo, e os reajustes devem seguir o contrato. Se o aumento de preço não estiver muito claro no contrato, procure o Procon. (2) Se seu plano é contratado pela empresa que você trabalha, sindicato ou associação os reajustes não são definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Neste caso a agência apenas acompanha os aumentos que devem ser negociados entre as partes e comunicados à ANS 30 dias antes da aplicação. (3) Em contratos individuais e familiares, a ANS determina, anualmente, o reajuste autorizado para planos de saúde. As operadora só podem aplicar após autorização da agência. O reajuste deve ser feito sempre na data de aniversário do contrato. Siga estas orientações e, qualquer dúvida, procure o Procon.
Denílson Carvalho
advogado, ex-coordenador do Procon/Franca - advogado@denilson.adv.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.