A polícia de Franca está à procura de três envolvidos em estelionato. Juntos, eles levaram quase R$ 90 mil de cinco vítimas. As imagens de um dos acusados foi obtida e está em poder da equipe de investigação do 5º Distrito Policial. Outro envolvido é um empresário de Franca que está desaparecido. Em um terceiro golpe, a polícia tem poucas pistas para identificar seu autor. A vítima se deixou levar pelas conversas do golpista através de um site de relacionamento, enviou dinheiro e não mais teve notícias do mesmo.
O maior dos golpes foi aplicado por um empresário de 51 anos, da Vila Santo Agostinho. Ele tomou conhecimento da venda de um terreno na rua Verdi Vozes de Menezes, no Jardim Brasil, e procurou o proprietário, sapateiro de 54 anos do Brasilândia. Os dois entraram em acordo e o negócio foi fechada em R$ 80 mil. A transação foi assinada em um escritório de advocacia da avenida Brasil, na Vila Aparecida, no início de outubro. O acordo previa que o empresário teria 15 dias para efetuar o pagamento, o que não ocorreu. O sapateiro procurou o comprador, mas não mais o encontrou.
Na semana passada, para a surpresa do legítimo proprietário do terreno, o empresário efetuou a venda do mesmo. Metade da área foi obtida por um pedreiro de 57 anos, do Jardim Santana, por R$ 45 mil, e pela outra parte, uma arquiteta de 29 anos, do Aeroporto I, pagou R$ 40 mil.
Sapateiro, pedreiro e arquiteta se juntaram, procuraram o emresário para desfazer o negócio, mas ele desapareceu junto com o dinheiro das vítimas. O caso foi registrado e será investigado pelo 3º Distrito Policial.
Novidade na praça
Ele é branco, tem cabelo lisos e grisalhos, é forte, tem uma cicatriz na altura dos lábios, dificuldades para falar, além de uma saliência nos olhos. Um homem com estas características conseguiu levar R$ 742 em pacotes de cigarros de um supermercado no Jardim Redentor.
Ele foi ao local e, em meia hora, efetuou uma compra no valor de R$ 1,1 mil. Apresentou um cartão para pagar a conta, mas acusou “estouro de limite”. O desconhecido, com aparência de trabalhador, convenceu a fiscal de caixa a autorizar levar a compra e receber em sua casa. Na saída, ele pegou as sacolas com os cigarros, sem que a caixa percebesse, e deixou o local. A compra foi levada, mas o endereço fornecido não existia e o estabelecimento descobriu que tudo não passou de golpe.
A operadora de caixa que deixou o desconhecido sair com os cigarros pode pagar a conta. A esperança dela é que a polícia chegue ao autor, já que sua imagem foi gravada pelo sistema interno de segurança.
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