O primeiro Programa do Jô após a morte de Rafael Soares, filho do apresentador, foi emocionante.
Jô abriu o programa falando um pouco sobre Rafael. “Meu filho, Rafael Austregésilo Soares, o Rafinha, esteve no mundo durante 50 anos e foi uma criança especial. Como era autista, permaneceu menino até o fim. Ele passou a vida inteira na realidade do seu próprio mundo, com corpo de adulto e coração e alma de criança. Tinha ouvido absoluto, por isso tocou piano e adorava música”, disse.
O apresentador fez questão de explicar porque voltou ao trabalho ainda em luto. “Gostaria de contar uma história que dá uma ideia das coisas que eu aprendi com o Rafinha. Uma vez, numa livraria, ele chegou junto ao caixa carregando uma dúzia de livros. Eu estranhei: ‘Rafa, é muito. Escolhe seis. E ele: ‘Então eu não quero nenhum. Eu prefiro não escolher'. ‘Mas por que não?'. ‘Porque escolher é perder sempre'. Levei todos. Hoje, eu também não preciso escolher. Como ele nunca faltou ao seu trabalho, também não posso faltar ao meu”, contou.
O “trabalho” de Rafael era uma rádio que o filho dirigia, produzia e apresentava e nunca saia do ar. A programação era “fechada” apenas aos moradores da casa do apresentador.
Na edição especial do Program do Jô, foram entrevistados o maestro Isaac Karabtchevsky e a modelo angolana Sharam Diniz, uma das angels da Victoria's Secrets, e o ator Felipe Titto.
"Então é isso: vida que segue. A vida é pra isso mesmo, pra gente viver", disse emocionado o apresentador no final de seu programa. “Obrigado, plateia, por todo carinho, afeto e senso de humor de vocês hoje. O programa começou difícil, e a graças a vocês foi se tornando mais leve e alegre”, concluiu. Jô foi aplaudido de pé e as redes sociais mostraram solidariedade com o seu sofrimento.
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