Amigos e familiares se despediram da advogada Carolina Parzewski Guimarães Vivenzio, 37, na manhã de ontem. Centenas de pessoas acompanharam o velório e o enterro da advogada. Ela morreu na tarde desse domingo em decorrência de uma leucemia. O velório aconteceu no São Vicente e o enterro no cemitério da Saudade.
Há dois anos, Carolina vinha lutando contra a doença e se tornou um símbolo da campanha de doação de medula óssea na cidade. Ela ingressou com uma ação na Justiça Federal para derrubar a portaria do Ministério da Saúde que limitava o número de cadastros mensais de doadores de medula por município. A Justiça concedeu uma liminar, que depois foi confirmada em primeira instância.
“Foi uma luta que valeu a pena, ela não desistiu em momento algum... As pessoas que estiverem precisando de transplante não desistam. Ela teve uma sobrevida de dois anos. Nós tivemos a Carolina conosco por mais dois anos, e é isso que importa”, disse a mãe de Carolina, a professora Rita de Fátima Parzewski Guimarães, 57.
A professora Cláudia Zanetti, 43, foi madrinha de casamento de Carolina e de seu marido Rinaldo Alexandre Vivenzio. “Ela era muito querida e muito feliz. Sempre que a gente precisava, ela estava à disposição, ajudando no que fosse preciso. A Carolina deixou uma lição de vida para nós todos”, disse a amiga. Entre os familiares, a tia Renata Parzewski, 45, professora, buscava conforto na imagem positiva que Carolina deixou. “Ela que dava força para a gente, e não o contrário”, disse a tia.
A jornada de Carolina
Em setembro de 2012, Carolina descobriu que estava com uma leucemia mieloide aguda, quando fez exames antes de uma cirurgia de desvio de septo que iria realizar. A doença é um câncer que se inicia dentro da medula óssea e se espalha para outras partes do corpo.
Desde então, ela passou por sessões de quimioterapia e iniciou uma busca por um doador de medula que fosse compatível. Em 6 de maio deste ano, Carolina passou por um transplante em que a doadora foi sua mãe.
A operação significou uma melhora na saúde da advogada. Segundo sua irmã, Juliana Parzewski Guimarães Barini, 31, foi em 5 de outubro que ela teve piora e foi descoberto que ela estava a chamada “doença do enxerto contra hospedeiro”. Na enfermidade, as células do doador (enxerto) atacam células do organismo do receptor da medula.
“A medula começou a rejeitar o intestino, a pele e o estômago dela. Então, começaram a tratar com corticoides e a imunidade dela caiu”, explicou. Segundo a irmã, no último sábado, Carolina estava com uma infecção generalizada e com início de pneumonia. Então, foi induzida ao coma e, por volta das 17 horas de domingo, sofreu uma parada cardíaca e morreu. Carolina deixa marido e o filho, Vítor Vivenzio, de 11 anos. Carolina era a filha mais velha de Clóvis e Rita Guimarães. Ela tinha dois irmãos, Clóvis Parzewski, 34, e Juliana Barini, 31.

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