A advogada Carolina Parzewski Guimarães Vivenzio morreu na tarde deste domingo, aos 36 anos, no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto. Há mais de dois anos, ela lutava contra uma leucemia e havia se tornado um dos símbolos da campanha para a doação de medula em Franca.
No dia 6 de maio, Carolina havia recebido o transplante de medula óssea, uma tentativa para salvar sua vida. A doadora do tecido foi sua própria mãe, Rita Parzewski. No começo, a recuperação foi positiva e aumentou as esperanças de familiares e amigos.
No dia 5 de outubro, quando ocorreu o primeiro turno das eleições gerais no Brasil, seu quadro se agravou e ela foi levada para o HC de Ribeirão, onde permaneceu internada até a tarde de hoje. Ela morreu por volta das 17 horas. Minutos depois, a notícia de sua morte provocou comoção nas redes sociais. “Mais uma guerreira que parte para o lado do pai. Deus possa confortar todos os familiares e amigos. Ainda sem acreditar que você se foi. Princesa linda, descanse em paz”, escreveu Ericarla Carvalho. “Vá em paz, estrela. Obrigado pela lição de vida e de força de vontade que você nos deixou”, disse Francine Ricordi. “Carol, nossa guerreira! Sua história de luta é um exemplo”, completou Elaine Castro.
Em setembro do ano passado, a advogada revelou ao Comércio da Franca que tinha apenas cinco meses para encontrar um doador compatível. Desde que descobriu a doença, Carolina vinha fazendo campanhas de incentivo à doação de medula óssea nas redes sociais. Ela chegou a entrar na Justiça para derrubar portaria do Ministério da Saúde que limitava o número de cadastros mensais de doadores. A luta foi coroada por uma liminar concedida pela Justiça Federal de Franca, depois confirmada em primeira instância.
No dia 8 de dezembro, Carolina Parzewski foi personagem da Entrevista de Domingo do Comércio da Franca. Com a cabeça raspada, sorriu todo o tempo, brincou e agradeceu a todos pelo carinho e pelo apoio que vinha recebendo. “Tenho muita fé. Acho que é por isso que nunca me entreguei. Nunca desisti de lutar pela minha vida”. Ela disse à repórter Priscilla Sales que vinha de Deus a força para lidar com um câncer da gravidade como o dela. “Nunca achei que fosse morrer. É lógico que fico preocupada, que fico conjeturando. Mas nunca fiquei com raiva de Deus ou me questionando, lamentando. Sempre falava assim para Deus: `Deus, acho um desperdício eu morrer agora. Estou numa idade produtiva, sou mãe de um menino que precisa de mim`”.
O corpo de Carolina está previsto para chegar no velório São Vicente às 2 horas. O enterro foi marcado para às 10 horas no Cemitério da Saudade.
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