Eleição na CDL tem confusão e deve ir parar na Justiça


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Pedro José Olivito Lancha e Maurício Pereira Ramos disputam a presidência da CDL Franca
Pedro José Olivito Lancha e Maurício Pereira Ramos disputam a presidência da CDL Franca
Outubro já era. Os candidatos a deputado, o PT e o PSDB saíram de cena. Mas o tema eleições continua pegando fogo em Franca. O alvo da disputa agora é outro: a presidência da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), entidade que reúne cerca de 1,3 mil associados. De um lado do ringue, o atual presidente, Pedro José Olivito Lancha. Do outro, o seu então aliado e companheiro de diretoria, Maurício Pereira Ramos. A eleição seria feita na noite de sexta-feira, 31. Terminou com acusação de tentativa de golpe e abandono do grupo da situação. A Justiça deve ser o caminho natural para resolver a pendência que rachou os líderes.
 
O advogado e empresário Pedro Lancha assumiu a presidência em março de 2011 para um mandato de três anos. No dia 1º de outubro, a quatro dias das eleições gerais do País, ele publicou edital sobre “assembléia geral extraordinária e ordinária” com a finalidade de os associados com direito a voto para se reunirem na sede social da CDL, no Centro, para, entre outras deliberações, elegerem e darem posse à nova diretoria para o triênio 2015/2017.
 
As candidaturas deveriam ser registradas até o dia 16 de outubro. Atual diretor de marketing, Maurício Ramos se inscreveu para a disputa em nome da oposição. “Mantivemos na chapa a mesma diretoria, sem o presidente, que a gente não conseguiu falar com ele, e o tesoureiro, que pretendemos trocar mesmo. Passou este tempo, e eles não deram nenhuma resposta. Não falaram nada. A gente não sabia se teria outra chapa, pois eles ficaram escondendo”.
 
As eleições foram marcadas para sexta-feira e terminaram em confusão. Segundo Maurício, acompanhando de um advogado e de uma secretária, Pedro Lancha exibiu um vídeo do presidente da federação de aproximadamente dois minutos e anunciou que não haveria eleição. “Eles deram por encerrado, disseram que não haveria discussão e que o mandato estava prorrogado por mais três anos. Não aceitamos, pois a nossa diretoria é soberana e havia decidido que a eleição deveria ser feita”.
 
Enquanto os opositores reclamavam, o grupo de Pedro Lancha deixou a sede da CDL. Maurício e seus apoiadores ficaram. “Como eles abandonaram a sessão no começo, o vice presidente assumiu e fizemos a eleição com todo mundo que estava lá. Fui eleito e sou o novo presidente. Agora é só registrar o resultado em cartório, o que faremos segunda-feira.”
 
Embora se apresente como o novo líder dos lojistas, Maurício admite que a disputa pela presidência, cargo que, segundo ele, passou a ser remunerado na gestão de Pedro Lancha, ainda vai se arrastar em pleno período das vendas de fim de ano. “Fizemos tudo certo e não vejo motivos para tentar impugnar as eleições. 
 
Pedro Lancha foi procurado na CDL. A secretária disse que ele não estava e passou um número de celular. Foram feitas seis ligações, mas nenhuma atendida. 

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