Nome do centro cultural gera polêmica com atriz da Globo


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O impasse em torno da obra que custou R$ 3 milhões aos cofres públicos teve início em abril de 2012, após a lei que denominava o centro cultural como “Abdias do Nascimento”, proposta pelo então vereador Vanderlei Tristão, ser aprovada por 11 votos a zero pelos parlamentares e sancionada pelo ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB).
 
Com a lei no meio do caminho, a denominação do espaço começou a causar polêmica antes mesmo da obra ser entregue. A ideia de criar naquele endereço um acervo da carreira de Regina Duarte, formado por fotos, vídeos, roupas, perucas, acessórios, scripts, foi da própria Regina Duarte, uma vez que ela nasceu e morou naquela casa até os três anos de idade. Para dar espaço à casa que abrigaria seu acervo, o imóvel foi desapropriado e uma verba estadual de quase R$ 3 milhões foi liberada. Mas a ideia da atriz não se concretizou.
 
Em março deste ano, depois da aprovação do nome de Abdias para o espaço, um projeto vindo da bancada de apoio ao atual prefeito propôs que Abdias desse nome ao novo prédio da Secretaria de Educação e o centro se chamaria apenas “Casa da Cultura e do Artista Francano”. Houve críticas. A proposta não vingou entre os vereadores e foi retirada sem ter sido votada.
 
Sem saída, a Prefeitura recuou e em maio fixou letreiros na fachada da Casa da Cultura denominando o espaço como Abdias do Nascimento. Foi a partir daí que Franca começou a perder o acervo da estrela global. O mesmo será encaminhado para a Unicamp, em Campinas, que, segundo a assessoria da atriz, teve interesse em homenageá-la.
 
No último dia 22, o vereador Adérmis Marini (PSDB) apresentou tardiamente proposta em caráter de urgência e teve aprovado projeto de lei que autoriza a criação de um memorial para a atriz Regina Duarte. Não há especificação de local. O texto diz apenas que o município irá regulamentar, por decreto, a destinação do espaço.

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