Casa da Cultura em Franca se torna um ponto de interrogação


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Pedestre passa ao lado da Casa da Cultura e Artista Francano aberta em junho deste ano no Centro da cidade, mas pouco conhecida
Pedestre passa ao lado da Casa da Cultura e Artista Francano aberta em junho deste ano no Centro da cidade, mas pouco conhecida
A Casa da Cultura e do Artista Francano foi inaugurada no dia 18 de junho, mas, depois de quatro meses de funcionamento, ainda é um ponto de interrogação para muitos francanos. Nem mesmo moradores e comerciantes do entorno e os muitos francanos que passam nas proximidades do centro cultural - instalado em área de grande movimentação, entre as ruas Monsenhor Rosa e Doutor Alcindo Ribeiro Conrado têm muitas informações sobre aquele espaço. As dúvidas que envolvem a Casa da Cultura desde sua inauguração vieram à tona, mais uma vez, em matéria publicada pelo Comércio, na última quinta-feira. A reportagem revelou que a atriz Regina Duarte, que concebeu o espaço, desistiu de doar seu acervo pessoal para a Casa pouco depois que foi aprovado projeto que batizou a casa de “Abdias do Nascimento”, ex-senador nascido em Franca, ativista pelos diretos dos negros. 
 
A manutenção do acervo da atriz ali, aparentemente, perdeu o sentido. O assunto despertou interesse entre os internautas que se manifestaram e lamentaram a pouca utilização do local para incentivar a cultura na cidade, a conduta de políticos locais e o silêncio da administração municipal diante da perda do acervo da atriz global Regina Duarte (que deve ser enviado para a Unicamp - Universidade de Campinas). “Vejo uma certa falta de interesse dos responsáveis pelo projeto em não garantir o acervo com uma ala que homenagearia a atriz. De qualquer forma é válida a criação do centro cultural, mesmo que não cumpra seu objetivo inicial, pois a cidade está carente de ações culturais públicas, havendo sempre um grande empenho dos próprios artistas para executá-las”, disse Mayra, uma das que se manifestaram. 
 
Outros internautas se mostraram contrários à vinda do acervo da atriz francana. “Com tanta coisa para fazer na cidade e ficam se preocupando com acervo de uma pessoa que nem faz questão de Franca. Por quê que com esse dinheiro não terminam a escola que estão fazendo na Quinta do Café e faz um tempão que está parada? Por que não usam o dinheiro para finalizar as barreiras nas marginais onde direto tem acidente? Tem coisa muito mais importante para fazer na cidade em vez de se preocupar com uma ideia tão sem significado”, disse o internauta Thiago. 
 
Entre aqueles que estão próximos da Casa, as dúvidas e indignação também estão presentes. “Fico estarrecida de ver o modo como eles fizeram este espaço. Isto tinha que ser uma coisa diferente, mas não tem interesse nenhum ali dentro. Todo mundo se pergunta o que realmente é. Se fosse uma coisa diferente, que realmente incentivasse a cultura chamaria muito mais atenção. É uma coisa sem motivo e sem explicação. Não vejo quase ninguém entrar aqui”, disse a feirante Zilá dos Santos, que todas as quintas-feiras monta sua barraca ao lado da Casa.
 
O serviços gerais Renato Galdino também desconhece o espaço e sua finalidade. “Já olhei, fiquei curioso, mas sinceramente não sei do que se trata este espaço. Faltou uma conscientização sobre o espaço e, consequentemente, mais incentivo da cultura da cidade”, disse ele. 
 
A Prefeitura e Feac (Fundação do Esporte, Arte e Cultura) foram procuradas mais uma vez pelo Comércio para comentar os assuntos envolvendo a Casa da Cultura e do Artista Francano, mas não responderam às perguntas enviadas pela reportagem.
 
 

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