‘Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito.’
(Gn. 37.28)
Na galeria dos ilustres da casa de Israel, José é uma das maiores referências da Bíblia. Aos dezessete anos aproximadamente, este moço surge no cenário bíblico. Seu caráter? Indiscutível! Tão bom, tão puro, nobre, perdoador, tão cheio de misericórdia, que pode ser modelo para os cristãos de todos os tempos.
Não existe outro, em toda a Bíblia, que melhor tipifique Jesus. Inquestionavelmente esta é uma das mais fascinantes biografias do Antigo Testamento. Desde sua tenra idade viu-se perseguido e odiado pelos seus irmãos, simplesmente por ser um moço temente a Deus. Seus sonhos, sua fidelidade a seu pai, Jacó, incomodava seus irmãos. Na primeira oportunidade que tiveram de afastá-lo de seus caminhos, venderam-no pela menor oferta. Vinte moedas de prata apenas e exportaram José para o Egito, através dos ismaelitas.
Ao ler sobre isto, sou levado a pensar que muitos, em nossos dias, estão agindo como agiram os irmãos de José. A fraternidade, a unidade, o companheirismo, o amor ao próximo, se tornam raridade. O mundo moderno tem nos imposto um estilo de vida cujo produto final é a multiplicação de acentuado número de ególatras, (pessoas que adoram a si mesmas), e mediante tudo isto, estão preocupadas única e exclusivamente consigo mesmas. Se necessário, em benefício próprio, são capazes de vender seu irmão por qualquer preço. Ao chegar ao Egito, o nobre moço foi submetido a todo tipo de provações. Entre muitas, destaco a prova da pureza moral. Assediado pela mulher de seu senhor, não abriu mão de sua fidelidade a Deus. Em função desta posição José foi submetido à outra dura e amarga prova, a de injusta prisão. Todavia, deve ser ressaltado que, mesmo entre todas essas circunstâncias, o Senhor estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade. Onde José chegava por amor a ele, Deus abençoava o lugar. É justamente isso que faz a diferença entre aquele que serve a Deus, e o que não serve. Do cárcere, onde ficou vários anos preso, acusado injustamente por aquela infeliz mulher, José saiu para ser o grande governador do Egito, e abaixo de Faraó tornou-se a maior autoridade do mundo de então.
Caros leitores, o mundo dá voltas. Nós precisamos, acima de tudo, construir amizades sinceras, sermos misericordiosos uns para com os outros, pois aqueles que parecem ser de pouco ou nenhum valor para nós hoje, poderão nos estender a mão no dia de amanhã. Os anos passaram. Posso até ver os irmãos de José descendo ao Egito em busca de alimento, já que a fome assolava todo o mundo. Aquele moço, que para seus irmãos valia apenas vinte moedas de prata — o preço de um escravo —, era agora, a única pessoa que podia livrá-los da tortura da fome. Sabe o que José fez? Não só perdoou, como ajudou seus irmãos. Agora, o fato dele ter dito que Deus teria permitido que as coisas acontecessem daquela maneira revela, unicamente, seu caráter perdoador. Na verdade, Deus apenas transformou aquela maldosa e cruel atitude de seus irmãos em benção, para que a descendência de Abrão fosse conservada, e mais tarde seu filho Jesus viesse de uma vez por todas, dar o maior e mais profundo exemplo de amor.
Concluo esta mensagem lhe perguntando: Quanto vale seu irmão? Que a mensagem nos faça entender que é preciso valorizar as pessoas e não as coisas. Pensem nisto. Deus vos abençoe.
Pastor Isaac Ribeiro
presidente da Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Franca – Ministério Missão
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