Ante a morte


| Tempo de leitura: 2 min
Para muitos, o assunto morte está longe de ser simpático. Basta o tão impropriamente estabelecido símbolo da morte, na figura do esqueleto com a foice, para fazer arrepiar os pelos de considerável parcela humana. 
 
Por que esse temor, tão arraigado na cultura popular, a ponto de pessoas já no fim da peregrinação terrestre demonstrarem ardente desejo de continuar vivas? Sem dúvida, um dos motivos do horror à morte está em dogmas religiosos que desinformam quanto à realidade post mortem. Céu, purgatório e inferno, por exemplo, assustam, da maneira como são descritos. As consciências impuras não se afinam com a idéia do cenário celeste, assim como o pecador é tomado pela incômoda certeza de que tem contas a prestar, a par da ideia que a tradição religiosa lhe fixou da terrivelmente desconfortável região circunscrita que lhe está destinada.
 
Quantos de nós, cuja desinformação é tal que pensam na implacabilidade da lei do carma, ao invés de acreditar nas sucessivas oportunidades de redenção, concedidas pela misericórdia divina, que podemos aproveitar de pronto e fazer-nos felizes? Quantos ainda só valorizam a vida física, ao se orientarem pela falsa ideia de que somos um corpo e não um espírito encarnado? 
 
Se a religião não consegue convencer da imortalidade da essência do Ser, nada pode fazer para o progresso e, por conseguinte, para a felicidade (o céu) do espírito. 
 
Se não consegue convencer de que céu e inferno é um estado de espírito resultante da maneira como nos tenhamos conduzido no plano terrestre, independentemente de qual a região espacial para a qual nos transferiremos, de que serviu ela se não cumpriu o papel de depurar?
 
Daí dizerem-se consoladoras as filosofias e religiões que, fundamentalmente, se preocupam com a realidade do espírito. Quão confortável é sabermos que continuaremos vivos, podendo reencontrar aqueles que amamos, ao invés de cobrirmo-nos de luto por uma perda ilusória!
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários