Crise econômica de Itirapuã chega às folhas de pagamento dos servidores


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A crise econômica de Itirapuã, anunciada no início de 2013 pelo então prefeito recém-empossado Rui Gonçalves (PP), que afirmava
A crise econômica de Itirapuã, anunciada no início de 2013 pelo então prefeito recém-empossado Rui Gonçalves (PP), que afirmava
A crise econômica de Itirapuã, anunciada no início de 2013 pelo então prefeito recém-empossado Rui Gonçalves (PP), que afirmava ter o município uma dívida de R$ 1,3 milhão, quase 10% do Orçamento previsto para aquele ano, ainda não foi completamente sanada. De acordo com a própria Prefeitura, sinais dessa crise têm se refletido atualmente nas folhas salariais de seus funcionários. Nesta semana, por exemplo, quem tentou utilizar serviços de seu plano de saúde se viu impossibilitado já que mesmo tendo sido descontado o valor referente ao benefício de seus holerites, o repasse à Unimed só teria sido feito 17 dias após o vencimento. 
 
“Levei meu filho, que terá de fazer uma cirurgia cardíaca em breve, para uma consulta médica em Franca e soube que meu plano estava bloqueado”, disse uma beneficiária que preferiu não se identificar e se disse insegura, mesmo sabendo que a situação dos planos havia sido regularizada no último dia 29. “O problema é: e se quando chegar a data da cirurgia do meu filho o plano estiver bloqueado novamente?”, questionou.
 
Assim como ela, outros funcionários - que não quiseram se identificar - se manifestaram a respeito. “No último dia 28 meu marido não pôde ser atendido porque nosso plano estava bloqueado. Reclamei na Prefeitura e disse que iria tomar providências. Desta vez foi apenas uma consulta médica, mas e se fosse um caso de urgência, como acidente? Meu marido seria levado para o SUS enquanto eu pago convênio?” disse indignada outra funcionária pública. 
 
De acordo com a Unimed, os atendimentos dos planos de todos os servidores de Itirapuã foram bloqueados no dia 28, 15 dias após o vencimento da data de pagamento, e retomados no dia 30, um dia após a regularização da dívida.
 
Além do atraso no pagamento dos convênios, outros funcionários relataram problemas nos repasses de empréstimos consignados em folha. “Recebi recentemente uma carta do Banco do Brasil informando que meu nome seria incluído no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) porque há dois meses os repasses não eram feitos. No meu holerite eles vieram descontados”, disse outra profissional.
 
Sobre as reclamações, a Prefeitura reconheceu as falhas e afirmou que todas já haviam sido regularizadas. “O que motivou os atrasos foi a falta de dinheiro. Nossa arrecadação foi muito baixa; não sei dizer com precisão no momento mas, este mês, ela não deve ter chegado a R$ 1 milhão”, disse o prefeito de Itirapuã, Rui Gonçalves. “Para evitar que estes atrasos aconteçam no próximo mês, estamos cortando gastos - como horas extras. Aos funcionários que já estão com 70 anos, estamos pedindo para que parem de trabalhar”, completou. 
 
Segundo o tesoureiro do município, Cláudio Neves, a situação da Prefeitura será avaliada neste fim de ano para que estratégias de gastos sejam traçadas. “A situação está bem difícil; tanto é que a Prefeitura vai parar no dia 1º de dezembro e retornar só em janeiro para fazermos um levantamento da atual dívida do município. Caiu em 30% nosso Fundo de Participação dos Municípios.” 
 
Quanto ao repasse dos convênios, Cláudio ressaltou que o valor integral dos mesmos são rateados entre seus beneficiários e a Prefeitura. “Embora a administração tenha recolhido a parte dos funcionários, tivemos que esperar a entrada de receita para pagar os outros 50%”, disse sobre o atraso.

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