Dono de madeireira é indiciado pela morte de pastor


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Samuel Rodrigues morto em novembro de 2013 no Redentor
Samuel Rodrigues morto em novembro de 2013 no Redentor
O proprietário da madeireira onde ocorreu o acidente que matou o pastor e advogado Samuel de Souza Rodrigues, 42, foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), com base nos laudos periciais, concluiu que o comerciante Luiz Paulo Goulart Andrade, 47, do Residencial Nova Franca, foi negligente na armazenagem das madeiras. Parte delas caíram sobre o pastor, dando causa à morte. Este é o segundo homicídio culposo que o comerciante responde. Em novembro de 2011, ele atropelou e matou uma idosa de 75 anos, na Vila Nova (leia abaixo).
 
O acidente que vitimou Rodrigues ocorreu na manhã do dia 10 de novembro de 2013. Segundo apurou a polícia, ele foi até a madeireira instalada no Jardim Redentor, Zona Norte, a fim de comprar madeiras para uma obra. No interior da empresa, parte de uma pilha do material caiu sobre seu corpo. Uma das peças atingiu sua cabeça, provocando traumatismo craniano. Socorrido, ele foi internado no Hospital Regional, onde morreu na madrugada do último dia 20 de janeiro. O pastor era casado com a também pastora e ex-vereadora Mirian de Carvalho, líder da igreja Evangelho Quadrangular, em Franca.
 
“A perícia constatou que da maneira como estavam disponibilizadas as madeiras, qualquer pessoa corria risco. Como ele (comerciante) era o responsável pela segurança de funcionários e clientes, foi negligente e assim responsável, mesmo que sem intenção, pela morte”, destacou Murari.
 
O laudo pericial citado pelo delegado constatou “instabilidade e riscos de acidente” em razão da maneira como as madeiras eram armazenadas. Os peritos do caso atestaram “condição insegura ao manuseio, principalmente se efetuado por pessoas não afeitas às rotinas operacionais deste tipo de atividade comercial”.
 
“Foi um acidente? Foi. Mas a negligência na segurança do local, conforme laudos periciais, não deixa dúvida sobre a responsabilidade do comerciante”, disse Murari. O inquérito foi enviado à Justiça. 
 
Sumiço
A família do pastor Samuel Rodrigues, quatro dias após o acidente, procurou a polícia para denunciar que ele estaria com R$ 4 mil em dinheiro para pagamento de fornecedores no dia do acidente. A DIG apurou que o pastor não pagou as dívidas previstas. “A história de que ele teria sido agredido e roubado está descartada. Se ele, de fato, estava com este dinheiro, alguém se aproveitou da situação para subtraí-lo da vítima. Saber quem teria praticado o furto é quase impossível”, destacou o delegado. 
 

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