Expectativas ruins


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As expectativas para o próximo ano não são das melhores. Então, o ideal é que cada empresa tenha sua microeconomia avaliada, entendendo sua posição, a dos concorrentes e compreendendo profundamente seu setor para dar-lhe tratamento específico à vista das circunstâncias. 
 
Se o administrador da empresa sente que seu faturamento e sua geração de caixa vão diminuir, deve projetar eu próximo ano e alongar dívidas com credores, principalmente bancos. O objetivo enquadrar dívidas dentro da capacidade de pagamento reduzida, permitindo que a empresa continue operando normalmente, fazendo manutenções e investimentos necessários, bem como, complementando o capital de giro. Compromissos ajustados, a empresa atravessará problemas. 
 
Se esse tipo de ajuste for insuficiente — o que se observará na ocorrência de prejuízos — e a capacidade de pagamento estiver temporariamente negativa, a companhia deverá procurar seus parceiros financeiros para alongar dívidas com prazos de carência necessários à reestruturação. Se bancos não estiverem aceitando propostas por motivos internos — o que, efetivamente, pode acontecer — uma recuperação judicial pode ser necessária. 
 
Recuperação Judicial é ferramenta da lei, em operação desde 2005, e visa dar sobrevivência a empresas pela permissão — judicial — de prazo maior para reestruturação e proposição de plano para pagamento a credores. Ferramenta como essa aumentam muito a chances das empresas com problemas se resolverem, especialmente se conduzida por profissionais que planejam com competência. É fundamental, portanto, que as empresa se acerquem desses profissionais, procurando assessorias qualificadas e referências nas áreas jurídicas e financeiras de condução do processo. 
 
Douglas Duek
Sócio-diretor da Quist Investimentos, especialista em reestruturação de empresas

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