A tentativa de Jépy Pereira (PSDB) de fazer de Luiz Cordeiro (PSB) seu sucessor na presidência da Câmara, para ajudá-lo a se livrar dos pepinos que deixará, ruiu. Foi por água abaixo. Os vereadores não compraram a ideia e decidiram fechar com Marco Garcia (PPS). Na noite de ontem, o grupo iria se reunir em um bar da Paulo VI para sacramentar o acordo. Não foi preciso. A um mês das eleições, a composição da mesa diretora está definida. A falta de prestígio do presidente ficou evidente na sessão de terça-feira. Além de não conseguir aprovar o mal explicado projeto que criava sistema de controle interno, ainda viu seu pedido de adiamento da proposta por duas semanas ser rejeitado. A ideia só voltará a ser discutida em 2015, quando ele já terá deixado a presidência.
Como diz o ditado popular, Jépy entregará os anéis para tentar salvar os dedos. Sem votos para emplacar Cordeiro — que será orientado a desistir —, declarará apoio a Marco. Jépy sabe que Marco tem, ao contrário dele, bom relacionamento com as procuradoras da Câmara, e poderá convencê-las a colocar carinho na defesa das contas de sua gestão, ainda não aprovadas pelo TCE.
As eleições acontecem na primeira semana de dezembro. A não ser que aconteça improvável reviravolta, Marco será eleito com folga. Articulações ainda são feitas, mas é provável que Laercinho (PP), seja o vice, embora seu colega de partido Claudinei da Rocha também esteja de olho na vaga. Adérmis (PSDB), 1º secretário, e Luiz Vergara (PSB), 2º secretário, vão completar a mesa.
Ajustamento de conduta: Servidores e diretores da Câmara participaram de curso, ontem, no plenário, sobre assédio moral nas relações de trabalho. Não foi generosidade da administração e, sim, cumprimento de acordo firmado dia 30 de junho com o juiz do Trabalho Alexandre Alliprandino Medeiros. Além do curso, a Câmara, por seus gestores, se comprometeu a não praticar assédio moral e/ou perseguição, discriminação ou humilhação nem divulgar comentários pejorativos e maliciosos sobre conduta funcional de servidores. Se não cumprir, haverá multa de R$ 15 mil por infração.
Lágrimas na Prefeitura: Com a derrota de Aécio Neves (PSDB) para Dilma Rousseff (PT), Aírton Sandoval, que sonhava ser senador sem ter recebido um único voto, terá que rasgar o pedido de demissão e se contentar em continuar mesmo como assessor de Alexandre Ferreira (PSDB).
Lágrimas na Câmara: Adérmis Marini (PSDB) também se frustrou com a vitória petista. Oitavo suplente da coligação tucana, acreditava que Aécio poderia puxar deputados eleitos a seu eventual governo e facilitar sua chegada a Brasília. Não foi desta vez.
Cabo eleitoral petista… Sidnei Rocha (PSDB) não gostou de ver o prefeito que ele diz ter preparado sortear casas do programa federal Minha Casa, Minha Vida uma semana antes das eleições a presidente. Em encontro no GCN com Duarte Nogueira, presidente do PSDB, mostrou seu descontentamento com o afilhado. “Não sei o que Alexandre tem na cabeça para fazer propaganda do PT neste momento.” Adérmis e Donizete da Farmácia ouviram quietinhos.
Vitória apertada: Na vizinha Ipuã, Aécio venceu Dilma por apenas um voto de diferença: 4.121 contra 4.120.
Foi só coincidência: Menos de 48 horas após Dilma ser reeleita, o ministro do STF Luís Roberto Barroso autorizou o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão, cumprir a pena em casa.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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