Morreu dia 25 de outubro, por volta de 2 horas, em Goiânia (GO), onde residia, Paulo Henrique de Andrade, filho de tradicional família de Patrocínio Paulista (SP) e irmão de conhecidos empresários que atuam em Franca. Tinha 75 anos. Segundo a família, ‘acometido por Alzheimer, seu organismo se debilitou nos últimos meses. Na madrugada de sua morte, ainda que socorrido por emergencialistas do Samu, não resistiu. O atestado de óbito registrou infarto.’
Era filho de Valdomiro de Andrade e Elza Figueiredo de Andrade, irmão de Carmem (casada com Antônio Jacintho Neto), José Roberto, Marcos, Regina (casada com José Eurípedes de Oliveira Ramos, o Joca), Edson (casado com Angélica) e Renato (casado com Diva); Edson e Renato, proprietários do Buffet Chaminé. Paulo Henrique viveu infância, adolescência e iniciou vida profissional em Franca. Formado em contabilidade pelo IFE (Instituto Francano de Ensino) e em Economia pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Franca, atual Uni-Facef, trabalhou na área de administração da Indústria de Calçados Nelson Palermo e em Calçados Terra.
No final da década de 60 casou-se com a francana Jadyr Alves de Andrade, modista, e, decisão de consenso, foram para Goiânia em busca de mercados novos para seus sonhos profissionais. Venceram, ele como corretor de seguros e despachante; ela, conquistando clientela fiel. Perfeitamente integrados à sociedade goianiense e, demonstrando sintonia com problemas sociais locais, Paulo encontrou tempo para dedicar-se aos menos favorecidos e, especialmente, à formação de jovens para a vida profissional. Segundo seu irmão Edson, ‘ele se encantou com projeto de formação de crianças para a cidadania e o trabalho que conheceu em certa época em São Carlos (SP) e levou a ideia para Goiânia, instalando lá um Camp (Círculo de Amigos Patrulheiros) para treinar jovens com os conhecimentos necessários a que se inserissem no mercado de trabalho. Foi feliz: dentre os aprendizes, vários se tornaram doutores, professores e bons profissionais nas mais diversas áreas.’
Não cortou laços com Patrocínio Paulista e Franca. Regulamente vinha à região e, antes, avisava amigos e antigos companheiros de Tiro de Guerra e escolas que frequentaram juntos. Sua chegada ‘era garantia de festa e alegria. Os encontros recordavam os bons tempos e permitiam compartilhar experiências de cidadania, tema preferido de Paulo. Sua morte foi muito sentida por todos’, disse Edson.
Também segundo seu irmão, velório e sepultamento ocorreram no Cemitério Jardim das Palmeiras da capital goiana, com acompanhamento de ‘tantos que compartilharam com ele e sua família em Goiânia, ações de inclusão social às quais dedicou-se com afinco’.
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