Planejar em família


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Para as famílias brasileiras, prévio planejamento financeiro é fundamental para que elas não caiam na armadilha do crédito fácil e da inadimplência, especialmente no país que resulta da complicada reeleição de Dilma Rousseff. Empréstimos consignados só devem ser usados como último recurso, em emergências, e não se tenha de onde tirar o dinheiro. Mesmo assim, antes de apelar para isso, é importante verificar se o empréstimo vai realmente solucionar problemas ou viabilizar projeto há tempos acalentado. Muitas vezes, o empréstimo, seja consignado ou não, configura alívio imediato, mas que, em pouco tempo pode transformar-se em problema grave. 
 
O crédito, como antecipação do poder de compra, pode ser grande aliado e não há problema em utilizar para custear projetos que a família quer realizar. Pode ser a compra de imóvel, férias no país ou exterior, aquisição de novo veículo, escola para os filhos, ou até, para emergência. Utilizado de maneira não racional e desnecessária pode se tornar grande vilão. Da mesma forma, deve-se evitar ‘dar o nome’ para a contratação de empréstimos de amigos ou parentes. Esta é uma das mais constatadas razões de inadimplência. As outras são descontrole financeiro advindo de problemas de saúde ou desemprego.
 
A (boa) educação financeira recomenda que antes de contratar qualquer crédito, é importante que o tomador faça detalhada análise de suas reais condições, e da família. Aí entra em cena o planejamento financeiro do lar com a elaboração, logo de saída, do orçamento doméstico. O ideal é saber qual é a receita familiar e, em seguida, conhecer, com base no consumo consciente, o destino de cada centavo durante cada mês, registrando todos os gastos (alimentação, lazer, aluguel — se é o caso —, contas de água e energia elétrica, transporte, médicos e remédios etc.). Aí, é possível verificar o que sobra para pagar empréstimo. Sem planejamento, o risco de inadimplência é elevado.
 
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA/USP

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