A presidente Dilma foi reeleita pela mais apertada margem de votos das eleições pós-redemocratização. Parece ter entendido o recado.
Em seu discurso da vitória propôs pacto com a sociedade e seus diferentes segmentos, inclusive o descontente empresariado.
Aperto eleitoral torna menos ‘imperial’ o governante, o leva a dialogar e buscar entendimento. O povo já fez sua parte. Quer, agora, que a presidente reeleita e as forças da sociedade façam as suas.
A reforma política tem que ser ampla, geral e irrestrita, e tem que começar já na montagem da nova equipe de governo sem loteamento de cargos para atender o apetite da base de sustentação.
As grandes transformações dependerão de trabalho sério da oposição, sem revanchismo, ou movido por interesse próprio ou disposto a vender apoio em troca de benesses.
Ao povo cabe acompanhar, sugerir e fiscalizar o trabalho da oposição. Financiamento de campanhas e os partidos políticos têm que passar por completa reengenharia para que não recorram à corrupção.
O combate à corrupção tem de ser exemplar, explícito e ter penas agravadas como forma de desencorajar seja lá quem for.
Na Economia governo e forças produtivas têm que estar próximas, em parceria. Capital e trabalho não podem subjugar um ao outro. Há que se ouvir os movimentos sociais, mas não permitir que forças estranhas ou ideológicas roubem bandeiras e produzam caos com o confesso objetivo de derrubar o regime. Na Segurança Pública é preciso, além de investimento, inteligência e estratégia para garantir tranquilidade ao povo.
Nas últimas décadas, confundiu-se democracia com desmonte e enfraquecimento do Estado.
Precisamos rever os enganos cometidos para, sem praticar qualquer caça às bruxas e nenhum revanchismo, tornarmos ao caminho de progresso conjugado com bem-estar social que a população tanto anseia.
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo
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