A maior plantação de maconha já encontrada na cidade estava com apenas sete meses de cultivo, em mata nos fundos do Jardim Aeroporto IV. Indícios apontam que as folhas começariam agora a ser colhidas para a produção da droga em larga escala. Integrantes da equipe da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Franca, comandados pelo delegado Djalma Donizete Batista, incendiaram cerca de 2 mil pés da Cannabis sativa (nome científico da planta). Ninguém foi preso durante a ação, mas a polícia tem suspeitos que estão sendo investigados.
Cada pé de maconha pode render meio quilo de droga e, pelos cálculos dos policiais, toda a plantação, depois de colhida, seca e prensada em tabletes poderia render cerca de R$ 100 mil aos traficantes. O cultivo estava localizado em um descampado, no interior de uma mata, atrás da estação de tratamento de esgoto da Sabesp. A plantação se estendia por um terreno de aproximadamente dois mil metros quadrados, que a polícia acredita ser uma área pública.
Através de uma denúncia anônima de que haveria tráfico de drogas no local, os agentes da Dise realizaram buscas na mata. Depois de caminhar mais de dois quilômetros até chegar ao descampado, se depararam com uma grande estrutura para o plantio de maconha.
Segundo o chefe dos investigadores da Dise, Wellington Amato, quando os policiais chegaram, olheiros soltaram rojões para avisar os comparsas. “Para nossa surpresa, a plantação era enorme. Já tinha algumas plantas colhidas e em processo de secagem, mas estava no início, não achamos nenhuma prensa que é usada para formar os tijolos de maconha para venda”, disse.
Foram encontrados um tablado utilizado para secar as folhas, um revólver calibre 22, botijão de gás, panelas, colchões e roupas. O que revela que eles permaneciam por dias no local. Uma cachoeira nas proximidades e um sistema de irrigação garantiam que a plantação não ficasse sem água nem mesmo durante o racionamento das últimas semanas.
De acordo com o delegado titular da Dise, Djalma Batista, a área possuía duas barracas com toda infraestrutura para abrigar muitas pessoas. “Impressionante o nível de organização deles, mas a investigação continua e contamos com a colaboração da população para futuras denúncias como esta”, disse o delegado.
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