Maria José Medrado de Souza Brandão, 39 anos, faleceu após se submeter a uma aplicação de hidrogel Aqualift para aumentar o tamanho do bumbum em uma clínica de estética de Goiânia.
A gerente da empresa Rejuvene Medical, responsável pelo desenvolvimento do Aqualift, disse ao portal G1 que vai esperar o resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML) para se pronunciar.
O site do Aqualift mostra informações de que o hidrogel está devidamente registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo parentes de Maria, o procedimento foi feito por uma mulher que se apresentou como biomédica. Eles também contaram que esta pessoa sempre vem à capital aplicar o Aqualift em pacientes em salas de hotéis e clínicas de beleza alugadas.
Uma amiga de Maria contou à reportagem do portal que ela não havia gostado do resultado da primeira sessão, pois o bumbum teria ficado muito inchado. Assim, ela resolveu passar por outra sessão, 15 dias depois para corrigir a aplicação que foi nesta última sexta-feira (24). Logo após o procedimento, já em casa, Maria começou a passar mal, sentido dor de cabeça e falta de ar.
Encaminhada ao Centro de Assistência Integral à Saúde (Cais) do Setor Vila Nova, no Hospital Jardim América, Maria foi imediatamente internada e morreu por volta das 5h da madrugada de sábado com suspeita de embolia pulmonar, mas a causa da morte só será noticiada na próxima sexta-feira (31).
Tatiana Barbosa, delegada responsável pelo caso, ouvirá familiares e amigos de Maria, além da suposta biomédica, enquanto espera o resultado do IML. “Temos que averiguar se ela tem qualificação para realizar o ato, o que ocorreu durante o procedimento. Confirmando o erro, ela vai ser indiciada por homicídio culposo”, afirmou.
O médico Luiz Humberto Garcia de Souza, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), explicou que o procedimento é evasivo e não poderia ser exercido por alguém não qualificado, ou seja, que não é formado em medicina. “Esse produto é um gel muito articulado, são partículas muito pequenas que têm facilidade de penetração vascular e que podem ser levadas em um volume massivo para a árvore venosa do pulmão, gerando um caso gravíssimo de embolia pulmonar”, conclui o médico que ficou sabendo da existência do Aqualift apenas no último domingo (26), com a morte de Maria.
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