E agora?


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Dilma saiu vitoriosa das eleições 2014. Entra na história como primeira mulher a ser reeleita para cargo tão importante. 
 
As urnas deixaram importantes recados. A reeleição de Dilma se deu por margem pequena de votos. O Brasil está dividido ao meio. Olhando-se a votação por Estados, dá para pensar que existe aqui, um ‘muro de Berlim’ invisível. Preocupa, mais é interessante. Exigir-se-á da presidente reeleita muita habilidade para governar. Se o fizer apenas para quem a elegeu, chegará ao final da gestão enfraquecida e não conseguirá fazer sucessor. 
 
Se direcionar o olhar também aos que nela não votaram, poderá angariar votos, mas, não acredito que em quantidade suficiente para mudar o cenário da próxima eleição. Não ter maioria dos votos significa que tomar medidas e praticar ações com imenso cuidado. 
 
Não há espaço para errar. Maioria dá ao governante, sensação de ‘todo-poderoso’, mas não é caso. Ausência de maioria pode impedir aprovação de projetos importantes, o que poderá abrir brechas para mais corrupção. Dilma tem, pela frente, necessidade absoluta de promover reformas essenciais, como a política e a tributária. 
 
Terá também que focar a educação e a saúde, sucateadas, esquecidas e negligenciadas em todos os cantos do Brasil. Haverá de enfrentar a corrupção ‘matando’ a impunidade. Está difícil ser honesto nesse país já que as autoridades dão péssimos exemplos. 
 
O Brasil realizou eleição digna considerando sua dimensão continental. Aécio também saiu vitorioso. Faltou pouco, considerando que lutou também contra a máquina pública. 
 
Agora é a hora de análisar erros e exigir da presidente reeleita e dos políticos que a sustentam foco no crescimento econômico e no desenvolvimento sustentável contemplando todos que cumpriram o papel importante do voto, contra ou a favor. 
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário

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