Dilma Rousseff vence em apenas cinco cidades da região de Franca


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Presidente reeleita saiu vitoriosa em Restinga, Guará, Jeriquara, Aramina e Miguelópolis
Presidente reeleita saiu vitoriosa em Restinga, Guará, Jeriquara, Aramina e Miguelópolis
Um mapa pintado de azul com apenas cinco pontos vermelhos. Esse é o cenário traçado pelos eleitores da região após o segundo turno da eleição presidencial, no último domingo. Apesar da disputa acirrada nacionalmente, na região o candidato Aécio Neves (PSDB) teve a preferência e a presidente Dilma Rousseff (PT) só venceu em cinco cidades, uma delas inclusive governada pelo partido adversário. São elas: Restinga, Guará, Jeriquara, Aramina e Miguelópolis. Em Ipuã, a diferença foi de apenas um voto em favor do candidato tucano.
 
Em Franca, onde há o maior número de eleitores (228.996), Aécio obteve 67,63% dos votos contra 32,37%. Na vizinha Patrocínio Paulista, a diferença percentual foi ainda mais expressiva em prol do candidato do PSDB. Em um colégio de 10.381 eleitores, ele alcançou 73,42% dos votos, o maior índice da região (veja quadro nesta página).
 
Apesar da predominância tucana, o Partido dos Trabalhadores saiu com uma vantagem de 501 votos nas cinco cidades onde teve maior quantidade de votos. A maior diferença ocorreu em Guará, que é administrada pelo tucano José Antônio Youssef Abboud. Dilma, que já havia ganhado no 1º turno, recebeu 5.749 votos contra 5.564 de Aécio.
 
Para o deputado estadual Roberto Engler e coordenador regional do PSDB, não há uma explicação para o resultado. “Gostaria de entender, mas acredito que depende da especificidade de cada local. Cada cidade tem um estilo, um jeito. Em Restinga, por exemplo, penso ser em razão da alta influência do Assentamento Boa Sorte.” 
 
Na cidade de Miguelópolis, lideranças locais apontaram a grande presença de uma população flutuante, vinda principalmente do Norte e Nordeste do País para o trabalho nas usinas de cana da região. “Esperava outro resultado, mas tenho certeza que o Brasil sai engrandecido dessa eleição histórica e torço para que a presidente trabalhe para o desenvolvimento da indústria e olhe pela agricultura”, disse Engler.
 
Ainda em relação ao setor industrial, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, acredita que a presidente reeleita será mais vigiada e terá uma responsabilidade “três vezes” maior. “A eleição acabou com o País dividido, a presidente precisa agora ser estadista, unir a população e cumprir com o discurso feito após a vitória, de estar mais aberta ao diálogo. Se isso ocorrer, esperamos que ela possa atender nossas reivindicações.”
 
Segundo Brigagão, o maior pedido para Dilma é pela criação de um comitê de desenvolvimento para o calçado. “Ela precisa implantar várias medidas em defesa do setor, como dar força de lei para as convenções coletivas e, assim, deixar a indústria trabalhar.”
 
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