Liberar geral


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Os programas eleitorais, inclusive os debates, têm como principal finalidade tornar públicas as intenções dos postulantes, uma vez eleitos. Mas, não foi isso o que se viu. Assistiu-se, no mais das vezes, acusações mútuas e uma enxurrada de promessas conhecidas e jamais cumpridas, o que, todavia, não as invalida porque servirá para desmascarar o verdadeiro caráter dos candidatos. Os marqueteiros que planejam e promovem a estrutura de campanha — parece — preocupam-se mais com a exploração das fraquezas psicológicas dos eleitores no afã de conquistar seus votos, do que firmar contrato de prestação de bons serviços. 
 
Os candidatos que se diziam ateus, se sensibilizam em cultos religiosos que lhes eram estranhos, disseram-se torcedores de todos os times de maior torcida, e todos se afirmam honestos e capazes. Faz parte do jogo. Inclusive o atendimento às pretensões da parcela do eleitorado que sonha com a liberação geral de tudo: pugna pela liberação das drogas, do sexo, do aborto, alegando serem práticas livres em outros países. Ora, convenhamos, não é pela liberação geral, ainda que a título de devido respeito ao direito de minorias, que se vai resolver o problema do país. São erros que não justificam outros erros. 
 
Em se falando de aborto, ensinando a preexistência do espírito, o Espiritismo demonstra que a interrupção da gravidez, salvo nos casos de risco de morte da mãe em virtude da gravidez, é uma infração às leis da Natureza com graves consequências morais para quem a pratica. 
 
Só em casos de interrupção da gestação por risco de morte da mãe é que o espírito saberá, com pleno equilíbrio psíquico, aguardar nova oportunidade de realizar o ressurgimento no plano físico, para cumprir seu tão desejado resgate de escabrosos erros do passado, que lhe incomoda a consciência e o impede de realizar a própria felicidade. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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