Pelo fim da baixaria


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Ao final da renhida campanha eleitoral, o país resta impactado por onda de pessimismo lançada pelos candidatos e partidos no trabalho de ‘desconstrução’ do adversário. 
 
Aquele que vencer as eleições, além de compromisso de trabalhar com afinco e seriedade, terá ainda o dever de restaurar o ‘moral’ da população, devolvendo-lhe otimismo e esperança ora arranhados. 
 
É preciso que a podridão exposta nos programas eleitorais e na mídia como forma de descontrução, seja apurada pelas polícias, MP e justiça, e, que cada caso, especialmente os de corrupção, seja concluídos, doa a quem doer. 
 
Ao final de cada apuração, quem agiu criminosamente precisa ser responsabilizado e compelido a devolver o que roubaram e a fazer todas as reparações necessários, seja lá quem for. 
 
Quem, porventura, tenha sido acusado injustamente, devem ter direito a reparação e a promover punição dos falsos acusadores. O mar de lama precisa secar. Se assim não for, seus efeitos negativos sobrarão à sociedade, e a conta será, mais uma vez, paga com dinheiro do povo. 
 
O governante que sair das urnas hoje terá o dever de bem gerir o pais, evitar a volta da inflação, aquecer a economia, garantir o emprego, promover a educação e a saúde da população e criar um ambiente favorável para os 200 milhões de brasileiros viverem seguros, produzirem e serem felizes. 
 
Nesta manhã de domingo não é tarde lembrar a importância do voto. É preciso dá-lo ao concorrente que apresentou propostas melhores, e depois, cobrá-lo com rigor para que as realize. 
 
O país precisa ser decidido positivamente sobre o bem e o progresso, nunca com base em podridão e maus exemplos. 
 
Que o vencedor das urnas também realize, com urgência, a ampla reforma política que melhore os partidos e os políticos quanto a ética e moralidade. 
 
O Brasil tem que acabar com negociatas, loteamentos de cargos e baixarias. 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista 
 
 

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