A hora da verdade


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Chegou a hora da verdade: neste domingo, o eleitor brasileiro volta às urnas para, em segundo turno, escolher o próximo presidente da República. Dilma Rousseff (PT) tenta a reeleição, enquanto Aécio Neves (PSDB) pretende quebrar a hegemonia de 12 anos dos petistas ocupando o Palácio do Planalto e decidindo sobre os rumos do País. O resultado será a culminância de uma campanha marcada pela tragédia que causou a morte do então candidato Eduardo Campos (PSB) — perdeu a vida na queda do avião que ocupava —, a ascensão, “desconstrução” e derrota de Marina Silva (que o substituiu), boatos e acusações, além da imprecisão nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno.
 
A última semana ainda trouxe um ingrediente a mais: a denúncia da revista Veja de que o doleiro Alberto Youssef, cabeça de um esquema de corrupção que agia na Petrobras distribuindo propinas a partidos e políticos, revelou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente-candidata tinham conhecimento de tudo o que estava acontecendo. Foi o que bastou para colocar mais fogo na campanha, com a petista negando, indignada, qualquer envolvimento e chamando a reportagem de “golpe eleitoral”, enquanto o tucano cobra explicações e tenta colar na adversária a conta da corrupção na maior estatal brasileira.
 
Por isso, chegamos neste domingo encarando o imponderável. A abertura das urnas vai mostrar qual a estratégia vencedora. Aécio Neves ressalta as denúncias de corrupção dos últimos anos envolvendo órgãos e integrantes do governo, apresentando-se como a mudança que vai moralizar o País. Já Dilma Rousseff ressalta as conquistas dos governos petistas, forçando uma comparação com os dois governos tucanos de Fernando Henrique Cardoso, além de se colocar como inimiga número um da corrupção. As linhas de atuação, traçadas por marqueteiros, serviram para movimentar o horário eleitoral gratuito, eventos de campanha e debates na televisão.
 
As principais pesquisas (Ibope e Datafolha) apontam vitória da presidente-candidata com diferença entre seis e oito pontos percentuais (as últimas amostragens ainda não haviam sido divulgadas quando esta Objetiva era escrita). Porém, diante dos erros que se verificaram nos levantamentos divulgados a um dia do primeiro turno, não é possível cravar qualquer resultado a esta altura. Somente as urnas irão apontar o vencedor, ainda mais que outras sondagens mostram resultado diferente.
 
Cabe ao eleitor, neste domingo, cumprir com o seu dever cívico, comparecer à seção eleitoral e votar com consciência, escolhendo quem considera melhor para traçar os destinos do País nos próximos quatro anos. Se omitir ou se abster, votando em branco, significa demonstrar uma grande despreocupação com os nossos destinos. O Brasil ainda enfrenta uma série de problemas que precisam ser solucionados, em todas as áreas, principalmente saúde, educação e segurança pública. Nossos índices sociais também não são considerados ideais. Tudo isso deve ser levado em conta na hora de confirmar o voto, pelo bem de todos os brasileiros.
 
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