O governo estadual deve anunciar projeto de articulação de câmeras em todo o Estado, a começar das regiões de Jundiaí, Vale do Paraíba, Litoral Norte e Baixada Santista, num total de 2.629 equipamentos nessa fase entre os existentes e os que serão instalados. A meta é integrar tudo ao chamado Sistema Metropolitano de Videomonitoramento. Esta é a grande aposta da Secretaria de Segurança Pública para reconhecer veículos, controlar fluxos e fazer a identificação facial de suspeitos de crimes. A ideia é integrar o monitoramento ao Detecta, apresentado como um sistema “inteligente” e que foi assimilado de Nova York. O sistema dispõe de programas sofisticados para detectar ações criminosas e ainda está em fase de implantação. O governador Alckmin, reeleito, afirmou esta semana que essa será uma ação “bastante eficiente da Polícia para reduzir a criminalidade”. No total, serão 6.147 equipamentos em operação com investimento de cerca de R$ 400 milhões.
As 2.273 câmeras já existentes naquelas regiões vão se somar a outros 356 equipamentos a serem instalados em 55 cidades. As centrais de monitoramento estarão integradas aos Centros de Operações da Polícia Militar (Copom) regionais e também ao Detecta. O sistema promete proporcionar a troca de informações que contribuam para a redução da criminalidade, como o fluxo de veículos e pessoas e problemas de iluminação pública associados à insegurança.
Há quatro anos a cidade de Jundiaí conta com 190 câmeras espalhadas pela cidade. “O combate à violência envolve diversos aspectos, entre eles a informação, e o videomonitoramento ajuda muito quando trabalhado de forma integrada”, diz o secretário municipal José Carlos Pires. De acordo com ele, o sistema “auxilia no planejamento de políticas públicas de segurança. Trabalhamos de forma conjunta com as polícias Militar, Civil e Rodoviária, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros”.
Trabalho escravo: A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa que apurou a exploração do trabalho análogo ao de escravo em atividades econômicas de caráter urbano e rural no Estado de São Paulo aprovou quarta-feira o relatório final dos trabalhos realizados ao longo de seis meses. Sob a presidência de Carlos Bezerra Júnior (PSDB), dois setores foram apontados como prioritários: têxtil e construção civil, mas apenas o primeiro foi investigado. Por isso, alguns deputados defendem a retomada dos trabalhos. Desde 1995, quando o Brasil reconheceu internacionalmente a existência de trabalho escravo em seu território e montou estruturas oficiais de fiscalização e combate, 1.720 trabalhadores foram resgatados da escravidão pelas autoridades em São Paulo.
Investimentos: A empresa de consultoria Capgemini terá novo centro de serviços em Araraquara. A unidade será destinada aos trabalhos de infraestrutura e atendimento remoto de Tecnologia de Informação. E a fabricante de mortadela Ceratti vai dobrar sua produção em 2015 a partir de investimento de R$ 20 milhões na expansão da fábrica em Vinhedo.
Mortes no trânsito: No Brasil, a violência no trânsito é uma das principais causas de mortes. Só em 2012, 44.812 pessoas morreram no trânsito e em 2013 foram registradas 169.869 internações no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionadas a acidentes de trânsito, o que representou um custo de mais de R$ 229 milhões. Para inibir o consumo de bebidas alcoolicas antes de dirigir, entrou em vigor em dezembro de 2012 a Lei Seca. A medida autoriza o uso de testemunhos, exame clínico, imagens e vídeos como meios de provas para confirmar a embriaguez de motoristas.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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