Pais reclamam de estrutura precária na escola municipal 'Maria Pia'


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Na sala de aula, os pratos para a merenda, além do rodo e balde para secar a água das goteiras
Na sala de aula, os pratos para a merenda, além do rodo e balde para secar a água das goteiras
A precária estrutura e a ausência de uma atitude da Secretaria Municipal de Educação para resolver os problemas estruturais da EMEI “Maria Pia Silva Castro”, na Vila Nossa Senhora das Graças, têm preocupado e revoltado os pais dos alunos. Os relatos vão desde a falta de refeitório até buraco no forro de uma das salas.
 
Na unidade são atendidas crianças da pré-escola com 4 e 5 anos de idade. Os alunos são divididos em duas salas de aulas. Mas, quando chove, uma delas precisa, na maioria das vezes, ser esvaziada. Devido a um buraco no forro, o local fica alagado. “O forro da escola está caindo. Alguns funcionários e professores contam que este problema se arrasta há 15 anos. Chove mais dentro da sala de aula do que fora. Meu filho mesmo chega contanto que choveu dentro da sala e foi preciso colocar baldes para todo o lado. Em alguns casos é preciso levar as crianças para outro local, porque molha tudo”, disse o autônomo Allan Camilo.
 
Outros pais vão mais além. De acordo com a mãe de uma outra aluna da escola, que preferiu não se identificar, os problemas estão por toda a parte. “O físico daqui está ruim por completo. O banheiro, por exemplo, não é adequado para criança. Os vasos sanitários são grandes. Para tampar o sol com a peneira, eles colocaram uma tábua, mas não deu certo e tiveram que tirar. Até o lanche eles, têm que tomar dentro da sala. Eles comem na mesma mesa em que fazem as atividades. Procuro sempre mandar uma toalhinha para cobrir e ter, pelo menos, um pouco de higiene.”
 
O Comércio esteve na escola para confirmar a existência dos problemas, mas os funcionários não quiseram se pronunciar e não permitiram que a reportagem percorresse o local. Mas segundo os responsáveis pelas crianças, os próprios servidores relatam constantemente a existência de problemas estruturais durante as reuniões periódicas.
 
“Falamos que íamos denunciar e os funcionários deram até força, porque tem mais coisa ainda. Compraram tipo um buffet para colocar no refeitório, mas está lá escondido porque não tem estrutura na escola. A lousa digital também está lá parada porque a tomada é muito antiga”, disse Allan Camilo, que conta ter feito diversas reclamações na Ouvidoria da Prefeitura e até mesmo diretamente para a secretária municipal de Educação, Fabiana Sampaio.
 
“Tem denúncia na Ouvidoria desde agosto. Ficaram de me dar um retorno, mas até hoje nada. Conversei com a Fabiana Sampaio e ela me disse que tem mais de dez escolas com problemas, mas que eles dependem de projetos e esbarram na burocracia.”
 
A Secretaria de Educação informou, via assessoria de imprensa, que tem conhecimento da situação e que já foi feito um orçamento para providenciar os reparos e os serviços foram autorizados. A Prefeitura, porém, não deu uma data para o início das obras.

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