Na esquina, a cigana interrompe meu andar e meu devaneio. Deseja revelar-me meu futuro. Agradeço e dispenso a boa intenção.
Atravesso a rua, atravesso a praça em meio a pessoas e pombos.
Cigano, caminho distâncias, sem paradas longas. E cada passo é lápis, desenhando meu amanhã - belo, ou não, segundo reparto meu riso e meu pão.
Luiz Cruz de Oliveira, professor, escritor, membro da Academia Francana de Letras
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