Trânsito de Franca faz uma vítima a cada 6h


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Imagem de arquivo dde acidente fatal que vitimou jovem de apenas 21 anos que pilotava moto no bairro Cidade Nova
Imagem de arquivo dde acidente fatal que vitimou jovem de apenas 21 anos que pilotava moto no bairro Cidade Nova
O número de pessoas feridas em acidentes de trânsito na cidade de Franca caiu nos primeiros oito meses deste ano. Segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, de janeiro a agosto, foram 964 vítimas em acidentes de trânsito e 30 mortes. Cerca de 30% a menos que no mesmo período do ano passado, quando 1.368 pessoas se feriram e 32 morreram. Apesar da redução significativa, Franca ainda tem um dos trânsitos mais violentos do Estado. Proporcionalmente, fere quase o dobro da capital paulista. 
 
Em Franca, circulam cerca de 220 mil veículos pelas ruas. O que significa uma vítima de acidente para cada 228 veículos. Em São Paulo, são pouco mais de 7 milhões de carros e motos. Mas há uma vítima para cada 424 veículos circulando (veja o quadro abaixo). O número de vítimas na cidade também é bem maior que em outros municípios do mesmo porte, como Diadema (611), na região do Grande ABC; Jundiaí (615), Santos (535) e São Vicente (568). 
 
O trânsito de Franca só não fere mais que o de Bauru (uma vítima para cada 139 veículos), São José do Rio Preto (uma para 124) e Piracicaba (uma para 179). As proporções equivalem ao número de vítimas por total de veículos circulando.
 
Para o secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, a redução no número de feridos no trânsito é reflexo de uma série de ações que vem sendo implementada há cerca de três anos pela Prefeitura. “Não há como dizer que essa queda não tem relação com as nossas ações. Estamos estudando os locais de maior ocorrência de acidentes há anos e propondo mudanças. De fato, essas mudanças foram positivas.”
 
Entre as alterações efetuadas, o secretário citou a mudança na mão de direção de algumas ruas, o reforço na sinalização de solo e em placas nos cruzamentos mais perigosos, a colocação de equipamentos de segurança, como as lombofaixas e as defensas nos córregos, e também os semáforos. 
 
“Isso tudo sem falar nas campanhas de educação no trânsito que promovemos com simulações de acidentes e indo às escolas conversar diretamente com pais e alunos”, completou Buranelli.
 
Sobre o fato de apesar de todo o esforço, o trânsito de Franca ainda ser um dos mais violentos do Estado de São Paulo, o secretário municipal de Segurança e Cidadania disse que agora é preciso um reforço na fiscalização.
 
“Infelizmente estamos percebendo que alguns motoristas só entendem que precisam respeitar as normas de trânsito quando sentem no bolso o peso do valor das multas. A fiscalização é de responsabilidade da Polícia Militar, mas precisa ser ampliada”, disse Buranelli.
 

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