Educação sustentável


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Realizada pela primeira vez, a ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) mediu conhecimentos de 2,3 milhões de crianças do 3º ano do ensino fundamental. 
 
Nada animador. Em leitura, 22 estados brasileiros concentraram mais da metade de seus alunos nos dois níveis mais baixos. Em matemática, 20 estados e o Distrito Federal também se encontram nessa situação, o que mostra que essas crianças não analisam informações em gráficos e têm dificuldades para resolver problemas de subtração com mais de dois algarismos. 
 
A avaliação foi dividida em três áreas — leitura, escrita e matemática. Os resultados dos Estados do Norte e Nordeste foram ruins, especialmente em Sergipe, Maranhão e Alagoas, os piores. Sudeste e Sul apresentaram médias melhores, com destaque para Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
 
Demonstra que a qualidade de ensino no Brasil está capenga, principalmente nas regiões com menos recursos. Deficiência educacional nos primeiros anos de ensino repercutem lá na frente. Nações que investiram maciçamente em programas educacionais colhem hoje frutos positivos também em outros setores, como na segurança pública e saúde. Quem possui base educacional sólida alcança remuneração mais atraente no mercado de trabalho. 
 
O CIEE proporciona grande diversidade de cursos gratuitos de educação à distância, que buscam melhor formação do jovem para vagas de estágio e aprendizagem, além de cursos de informática, palestras e seminários sobre temas relevantes. É preciso que as autoridades se conscientizem da necessidade de se investir mais em educação, caminho mais rápido para o desenvolvimento sustentável da nação.
 
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente executivo do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), diretor da Fiesp

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