O Jornal do Advogado, em sua edição de setembro deste ano, divulgou que a Federação Internacional de Diabetes estima 382 milhões de pessoas vivendo com a doença no mundo, projetando, para 2035, algo em torno de 592 milhões de pessoas.
O que é mais preocupante é que boa parte desse contingente desconhece ser portador, e isso dificulta muito o tratamento.
Diabetes é causada por falta ou redução de produção — pelo pâncreas — de insulina, que tem a função de reduzir os níveis de glicose no sangue, evitando a hiperglicemia. A falta de insulina causa sintomas como sensação excessiva de sede e fome, cansaço, vontade frequente de urinar, náuseas, perda de peso, fraqueza, formigamento ou sensação de dormência nos membros inferiores e, em um estágio mais avançado, perda da visão, risco de infarto e de acidente vascular cerebral.
Segundo a medicina, o histórico familiar, o sedentarismo, o estresse, a obesidade e os maus hábitos alimentares são responsáveis pelo aparecimento da doença. O diagnóstico é feito com medição do nível de glicose no sangue.
Diabetes do ‘tipo 1’ exige tratamento com reposição diária de insulina. A do ‘tipo 2’ leva a medicamentos por via oral. Em ambos os casos, mudança de hábitos alimentares com dieta mais à base de frutas, verduras e legumes, bem como exercícios físicos regulares são recomendados recorrentemente por médicos.
Atualmente a medicina dispõe de medicamentos bem eficazes no tratamento da doença. Lembro que minha saudosa mãe faleceu, no início de década de noventa por complicações da diabetes. Ela estava cega. Os medicamentos até então disponíveis não conseguiram reverter seu quadro, não obstante esforços empreendidos pelos médicos.
De qualquer forma, o melhor tratamento ainda está no diagnóstico precoce da doença. Aí, repete-se o valor da máxima ‘prevenir para não ter que remediar’.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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