O despejo de materiais hospitalares, restos de tecidos e órgãos humanos e ainda de um feto feminino de aproximadamente 5 meses de gestação em um terreno de Patrocínio Paulista está sendo investigado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Fiscais da agência ambiental de Franca foram até o local ontem e constataram a infração. A partir de então, os relatórios serão elaborados com o objetivo de identificar os responsáveis e aplicar as punições cabíveis.
De acordo com o gerente interino da Cetesb de Franca, Alessandro Palma, a área - que pertence à Prefeitura de Patrocínio Paulista - não tem autorização para funcionar como aterro e já foi, inclusive, alvo de autuação da companhia. “É uma área que se encontra com disposição irregular de resíduos e já sofreu, recentemente, uma autuação da Cetesb em caráter de advertência. Agora, tomaremos as devidas ações de controle em cima desta questão.”
Palma acredita que será difícil identificar o responsável direto pelo despejo do feto e dos restos humanos, mas garante que uma ampla investigação será realizada. “A configuração é realmente de uma infração ambiental e temos, sim, que tomar uma ação de controle. Os agentes irão elaborar os relatórios e investigar isso com mais afinco.”
O feto foi encontrado por um menino de 10 anos dentro de um pote plástico com a etiqueta do Laboratório de Patologia da Santa Casa de Franca que informou, em nota encaminhada na terça-feira, ter prestado serviço através de seu Laboratório de Patologia à Santa Casa de Patrocínio em 2012, ano que consta também das etiquetas de outros materiais hospitalares encontrados. Desta forma, os agentes da Cetesb, além de vistoriarem a área, estiveram também na Santa Casa de Patrocínio Paulista e estudam, segundo Palma, comparecer à Santa Casa de Franca.
O Comércio tentou contato durante toda a tarde de ontem com o gerente administrativo do hospital de Patrocínio Paulista, Geter Ferreira, mas as ligações ao celular não foram atendidas e ele não foi encontrado na administração da Santa Casa.
Já a Santa Casa de Franca emitiu uma nova nota explicando passo a passo o fluxo que o hospital adotava para prestar os serviços de análises de materiais biológicos para a Santa Casa de Patrocínio Paulista e reafirmou que os nomes das pacientes encontrados nos materiais não constam da base de dados de atendimento de seu sistema e que o médico não faz parte de seu corpo clínico. “A Santa Casa de Franca lamenta ter sua imagem ligada a um procedimento irregular, uma vez que descarta seu lixo corretamente, obedecendo às normas sanitárias vigentes.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.