Segurança pública!


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Os candidatos à presidência da República prometem medidas federais para melhorar a segurança pública, hoje um dos mais graves problemas do país. Governos fracos e políticas equivocadas causaram o estado de guerra civil que nos amedronta. O cidadão esta acuado em casa ou no trabalho, cercado por insuficientes sistemas de grades e dispositivos eletrônicos de segurança. Quando sai à rua é presa fácil de facínoras que assaltam nos cruzamentos, sequestram na saída de bancos e cometem toda sorte de atrocidades. Nem mesmo o antes sonhado interior está a salvo. Em Franca e em sua região caixas eletrônicos são explodidos tanto quanto nas capitais, suas unidades policiais são metralhadas e as propriedades rurais frequentemente saqueadas. 
 
Anos e anos de leniência, permissividade e experiências desastrosas minaram o poder da autoridade e propiciaram o crescimento de facções que, diariamente, se confronta com o Estado. No governo FHC houve verdadeira desconstrução do poder de polícia como, por exemplo, a eliminação da Justiça Militar. Os candidatos precisam entender que não basta destinar mais recursos ou fazer propaganda. A segurança pública precisa de reengenharia completa.
 
Também não bastará aumentar o poder repressivo. É preciso desenvolver políticas preventivas ao crime, executar o apenamento e o cumprimento efetivo da pena e dar oportunidades reais de recuperação ao apenado quando estiver recolhido ao sistema prisional, que não pode ser mero depósito de homens e mulheres marginalizados. Obra de imensa grandeza como essa depende do engajamento dos governos, do parlamento, do Judiciário e da própria sociedade. Na parte específica das polícias, os governos precisam encontrar fórmula de remuneração adequada para evitar que o policial seja obrigado a complementar renda fazendo bico, mesmo o bico oficial, chamado função delegada. Profissional que atua numa área crítica e de alto risco, tem de ganhar o suficiente para ter vida normal, dedicação exclusiva e treinamento adequado para sua missão...
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo 
 

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