A vitória do governador Geraldo Alckmin (PSDB) com folga no primeiro turno das eleições 2014 não foi digerida pela diretoria da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de Franca. Para o diretor regional Luiz Gonzaga José, a reeleição do tucano é “lamentável” e não representa a vontade dos professores estaduais. “Vejo com tristeza a continuação dele. Só tenho a lamentar, o candidato era a pior opção para os professores, pais e alunos.”
Segundo o sindicalista, o eleito “não olha” para as reivindicações da categoria, o que fará aumentar a luta dos professores por melhores condições de trabalho no próximo ano. “Lutamos pela implantação da lei da jornada de trabalho, pela questão salarial e pelo fim da violência nas escolas, pois estamos sem segurança”, afirmou.
Sobre o método educacional adotado em São Paulo, Gonzaga disse que é contrário à gestão do governador, por não concordar com a progressão continuada da forma que está sendo feita. “Virou uma promoção automática e o Estado precisa de uma política de recuperação do aluno.”
Ainda de acordo com o diretor da Apeoesp Franca, o descontentamento é geral por parte de todos os professores sindicalizados ou não. Somente na região de Franca (que compreende a cidade e outros nove municípios), o sindicato representa 6 mil professores, pouco mais da metade associados à Apeoesp.
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