O que pensam nossos prefeitos?


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Pesquisa do Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal) divulgada ontem pode ser uma fonte para se avaliar quais são os compromissos, as prioridades e as dificuldades dos prefeitos paulistas eleitos para a gestão de 2013 a 2016. Participaram do levantamento 368 dos 645 municípios paulistas. Segundo o órgão, o estudo apresenta os compromissos de campanha, as dificuldades iniciais e os projetos que se tornaram metas. Também revela qual é o foco de atuação em cada uma das áreas prioritárias. 
 
As áreas de saúde (91,59%), educação (53,04%) e habitação (40,29%) foram citadas como os três principais compromissos de campanha e, entre elas, a saúde (75,07%) foi listada como a que apresenta mais dificuldades no começo da gestão. Administração e Gestão Pública (50,68%) aparece em segundo lugar em grau de dificuldade. O levantamento abrangeu todas as regiões administrativas do Estado, com maior participação proporcional das regiões de Bauru, Sorocaba e Ribeirão Preto. O Cepam é uma fundação ligada à Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional do governo estadual e apoia os municípios na gestão e no desenvolvimento de políticas públicas. 
 
Sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI), cujo objetivo é assegurar ao cidadão a consulta a dados da área pública, 80,43% dos prefeitos afirmaram na pesquisa do Cepam ainda estar se organizando para atender à legislação.
 
Segundo o Cepam, no universo pesquisado 11,41% dos municípios paulistas são administrados por prefeitas, enquanto 88,59% têm seus chefes do Executivo do gênero masculino. Em 71,47% das cidades os prefeitos foram eleitos, e, em 28,53%, reeleitos. A pesquisa revela ainda que a maioria dos prefeitos (39,06%) está na faixa etária dos 46 a 55 anos de idade.
 
Crise hídrica: A persistente seca no Estado está gerando notícias até há poucos tempo inimagináveis. Na segunda-feira, o deputado estadual Rodrigo Moraes (PSC) requereu ao Ministério Público de Itu a intervenção do Estado no município diante da precariedade no abastecimento de água para a população. O deputado federal José Olímpio (PP/SP), por sua vez, protocolou pedido de tarifa zero no serviço. Enquanto o povo não receber água, não paga as contas, alega o parlamentar. A versão brasileira do site espanhol El Pais, um dos maiores jornais do mundo, publicou reportagem ontem segundo a qual o Estado de São Paulo “vive sob uma ameaça com toques apocalípticos” referindo-se à dificuldade no abastecimento na capital e em pelo menos 70 cidades que constituem “a pior crise hídrica em 100 anos”. Sob o título Falta de água em São Paulo já afeta mais de 15,6 milhões de pessoas, o texto mostra o drama de quatro cidades do Interior “onde a falta de chuva e a gestão dos recursos determina o cada vez mais angustiado dia a dia dos moradores”: Itu, Cordeirópolis, Cristais Paulista e Bragança Paulista. 
 
Movimento verde: O leitor Antonio de Pádua Padinha, de Franca, sensibilizado com notas nesta coluna a respeito do aproveitamento da energia eólica como forma de diminuir os impactos do aquecimento global, remete apelo para uma campanha de replantio de milhões de mudas nativas de biomas que perderam o seu equilíbrio ecológico no Interior Paulista e no país. Somente uma ação gigantesca, em sua opinião, poderá afastar “o risco de caos total do clima”. O apelo, que está no site www.folhaverdenews.com, é inspirado em ação do Centro Internacional para Pesquisa Florestal (Cifor).
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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