Ao mestre com carinho


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D. Pedro II dizia que se não fosse imperador, gostaria de ser professor: ‘Não conheço missão maior e mais nobre do que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.’ Profissão fundamental ao pleno desenvolvimento da educação, o docente vem perdendo prestígio, seja por baixos salários, seja pelas condições de boa parte das escolas. Com isso, aumenta o desrespeito pela figura do professor.
 
Para resgatar a importância dos mestres na sociedade e premiar personalidades que dedicaram grande parte de sua vida à educação o CIEE criou, em 1997, o prêmio ‘Professor Emérito - Troféu Guerreiro da Educação Ruy Mesquita’. Neste ano em sua 18.ª edição, o físico José Goldemberg, ex-ministro da Educação e do Meio Ambiente, o recebeu.
 
Aos 86 anos, Goldemberg continua ativo como docente da pós-graduação no USP (Instituto de Física da Universidade de São Paulo). Ainda orienta dissertações de mestrado e teses de doutorado. Dedicou-se ao estudo da física desde os anos 1950, após ter vindo com a família de Porto Alegre para São Paulo, por causa dos estudos. Aprofundou-se nas investigações científicas e buscou especialização e nos Estados Unidos. É um dos maiores conhecedores de energia nuclear do país. Foi um dos fundadores do Instituto de Física da USP e, em 1986 foi reitor da universidade. Sua administração trouxe de volta a vocação de pesquisa da instituição.
 
Foi convidado pelo então presidente Fernando Collor, a assumir a pasta federal da Educação. Mais tarde, durante os preparativos da Rio 92, assumiu o ministério do Meio Ambiente. Teve participação destacada na conferência, o que lhe rendeu o prêmio ‘Planeta Azul’, espécie de Nobel do Meio Ambiente concedido por entidade japonesa. Goldemberg é professor por excelência. Mais uma vez o colegiado que já elegeu nomes como Miguel Reale, Ruth Cardoso e Adib Jatene, acertou na escolha.
 
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente executivo do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola, diretor da Fiesp

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