Quanto mais nos aproximamos da eleição do segundo turno, mais nervosismo e radicalização observamos. Propaganda apelativa, meias verdades e até mentiras absolutas se tornam tônica dos debates. Rolam ofensas pessoais, interpretações capciosas e não será difícil chegar a segredos de alcova. Estão em jogo a presidência da República, os governos de 13 Estados e do Distrito Federal. Para não perder o poder dá-lhe marketing e técnicas de arrebatamento de multidões apequenando-se a ética e o bom senso. Verdades tornam-se mentiras e mentiras viram verdades e é aí que mora o perigo.
Aos eleitores resta ter cuidado e paciência para distinguir o que é exagero do que é mistificação. Os senhores e senhoras que pedem nosso voto querem nos governar e, então, têm a obrigação de nos dizer o que pretendem fazer dos trilhões de reais que pagamos em impostos. Há também que se prestar a atenção na boataria e críticas que os candidatos fazem em relação ao adversário. Coisas ditas em sentido grave e reprovador não passa de mera opinião de quem diz ou até de um truque de marketing para ‘descontruir’ o oponente. Se formos orientar nosso voto pela descontrução, o país só poderá piorar.
O governo que interessa a quem não é político e nem tem a expectativa de pendurar-se nas tetas oficiais, é aquele que der boas condições de funcionamento para a economia, cuidar bem da educação, saúde, segurança e outros serviços públicos. Será ótimo aquele governo que conseguir fazer o país desenvolver-se e o povo assimilar esse desenvolvimento a ponto de não precisar mais recorrer a bolsa-família e às outras ajudas governamentais, hoje necessárias. No dia em que todas as famílias tiverem condições e oportunidade de viver autonomamente, sem a ajuda oficial, poderemos dizer que chegamos, finalmente, ao sonhado primeiro mundo. Esse objetivo passa, inteiramente, pelas eleições do próximo domingo, dia 26. E, por favor, vá votar, não por que é obrigatório, e não branco ou nulo. Da consciência real de nós todos depende o país melhor que temos que construir.
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista
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